22 de julho de 2019
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Iris com Caiado afasta a ascensão de Maguito Vilela

Publicado por: Lucas de Godoi / Postado em 22 de julho de 2019
Lucas de Godoi

Decorridos menos de seis meses em que os novos ‘donos do poder’ foram empossados em seus respectivos cargos, percebe-se uma movimentação atípica, como um ponto fora da curva, de alguns personagens trocando de siglas. Normalmente essas mudanças partidárias ocorrem em véspera de eleições majoritárias e mesmo que as eleições municipais ocorram daqui um ano, as articulações começam a tomar forma. Como nada em política é fruto do acaso, mas sim das circunstâncias, não causa nenhum frisson a ameaça do presidente da Câmara de Vereadores de Goiânia, Romário Policarpo, em deixar o Pros. A avaliação é que o ex-senador e atual secretário de Indústria e Comércio, Wilder Morais por enquanto no Democratas -, já teria alinhado com o presidente nacional do partido, Eurípedes Júnior, para ser o candidato a prefeito da legenda em Goiânia.

Sensível e atento, como de costume, aos personagens que ensaiam se apresentar ao eleitor em 2020, o prefeito Iris Rezende (MDB) entra em cena sendo ele mesmo: agindo com mistério sobre possível candidatura à reeleição. E embora o emedebista pondere sobre a disputa, quem jura que o ‘senhor do tempo político’ está candidatíssimo. A receita de Iris parece ser a mesma: abrir investimentos em infraestrutura nos dois últimos anos de gestão e se esforçar para melhorar a aparência da cidade. Mesmo que Iris não seja candidato, trabalha para ser o principal protagonista na eleição de seu sucessor.

E é por causa disso que o governador Ronaldo Caiado (Democratas) sinaliza uma parceria com o município. Após críticas do presidente do diretório estadual do MDB, Daniel Vilela, sobre falta de empenho do Governo em cumprir com projetos importantes, Caiado decidiu colocar à venda um terreno nas proximidades da Rua 44 e destinar recursos para a construção do BRT. Apesar de esse acordo ter começado na gestão do ex-governador José Eliton (PSDB), o aceno de Ronaldo Caiado é visto como uma estratégia de afastar o adversário declarado, Maguito Vilela que apesar de inelegível, pode propor outro nome para a cadeira. A possibilidade de Daniel Vilela encampar a disputa é pouca, mas ainda é cedo para cravar uma decisão.

Seja como for, o relacionamento mais próximo entre os chefes do Executivo municipal e estadual parece ser a continuidade das eleições de 2018, quando Iris pregava uma aliança entre Daniel e Caiado - que saiu vitorioso no primeiro turno. Iris não abraçou a campanha de Daniel e parecia confortável com a ascensão do democrata ao Palácio das Esmeraldas.

Diante desse cenário paroquial, surge uma pergunta singela: o que muda no desenho político de 2022 caso Iris Rezende não dispute a reeleição? A resposta é mais complicada do que se imagina, começando pelo fato de que a ‘tradição’ do eleitor goiano é nunca votar com o candidato apoiado pelo Governo. Outro fator que pode dinamitar esta aliança Iris/Caiado é o desgaste do governador junto aos funcionários públicos, categoria orgânica e aguerrida quando tem seus pleitos contrariados. E, para escurecer o tempo, Caiado não tem nada a oferecer ao discurso de otimismo, que passa o tempo todo falando em crise.


Assim, o futuro aparece como uma luz para as novas lideranças que, em um momento de transição política, vão se apresentar como uma nova possibilidade e, quem sabe, receber atenção do eleitorado. 

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