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Rubens Salomão
Rubens Salomão
02/10/2018 | 06h00
Campanha de Lúcia Vânia adota trabalho solo na reta final

A candidatura à reeleição da senadora Lúcia Vânia (PSB) passou a adotar trabalho desvencilhado do companheiro de chapa e (ao mesmo tempo) concorrente, ex-governador Marconi Perillo, e também da campanha ao governo de José Eliton (PSDB). A opção da candidata já ficava clara há pelos 30 dias, quando começaram a ser distribuídos materiais, com a famosa ‘colinha’, em que o eleitor tem os números dos candidatos a deputado estadual e federal, governador, senador e presidente, sem a indicação de qualquer outro nome ou número além da própria Lúcia. Além dos indícios, a reação da senadora diante da operação Cash Delivery, da Polícia Federal, azedou de vez a relação. A investigação tem Perillo como alvo e prendeu Jayme Rincón por suposto recebimento de propina por meio de caixa dois nas campanhas de 2010 e 2014. Ambos negam as acusações. Diante da deflagração, a primeira manifestação de Lúcia foi pelo twitter, com mensagem sobre “política com honestida”, dizendo que candidata é “ficha limpa e honesta”. Pareceu alfinetada.

Calma lá

A equipe da senadora jura de pés juntos que o tuíte estava previamente programado e já fazia parte da estratégia de campanha. Até aí, tudo bem. A questão é que o post continua lá e teve o maior engajamento nas últimas semanas.

Laço rompido

Depois disso, vazou áudio no whatsapp do suplente de Lúcia, José Vitti (PSDB), pedindo colaboração de amigos para replicar a mensagem e trabalhar pela senadora, que passaria a disputar apenas com Kajuru e Vanderlan.

De fora!

O ministro das Cidades, Alexandre Baldy, que presidente o PP em Goiás, pode não mais participar da celebração de convênios, contratos ou parcerias que liberem verba a prefeitos até o próximo domingo, dia 7 de outubro, dia do primeiro turno das eleições. Ao menos esta é a intenção do Ministério Público Eleitoral em Goiás, que expediu recomendação ao pepista. A ação é de autoria do próprio procurador regional eleitoral, Alexandre Moreira Tavares, e pede ainda que Baldy se abstenha de participar, até o final do primeiro turno, de eventos nos municípios goianos destinados à celebração de convênios com qualquer ministério do governo federal e que não aproveitar os eventos para realizar atos de campanha ou obter apoio de prefeitos a candidatos apoiados por ele. Para o procurador, “existem indícios concretos da utilização de estrutura de ministérios” para de obter apoio, “revelando conduta grave com claros contornos de abuso de poder político e econômico”, escreve.

CURTAS

Quem? – Baldy passou a participar mais frequentemente, nos últimos dias, da campanha de Daniel Vilela (MDB) e candidatos a senado e deputado federal da chapa.

Para tudo – O concurso público da UFG teve validade suspensa pela Justiça Federal, que deferiu parcialmente o pedido de liminar feito pelo MPF.

Não pode – Não houve publicação dos componentes da banca examinadora e a aprovada em primeiro lugar tinha relação de amizade com uma das professoras.

Monitoramento

O Ministério Público pediu e o juiz Oscar de Oliveira Sá Neto, da 3ª Vara de Execução Penal, determinou que Carlinhos Cachoeira volte a utilizar a tornozeleira eletrônica. Ele foi condenado a quatro anos de prisão por fraudes na Loteria do Rio de Janeiro.

Só que...

A Diretoria Geral de Administração Penitenciária aguarda a ordem judicial para cumprimento da medida. Só que o monitoramento de cerca de 4 mil presos em Goiás pode ser suspenso por falta de pagamentos à empresa responsável pelo serviço.

Acumulado

A Spacecom, de Curitiba (PR), comunicou que vai paralisar o serviço a partir das 14h de amanhã, caso não receba repasses atrasados ainda hoje. Segundo a empresa, o valor a ser pago é de R$ 5,5 milhões, acumulados desde fevereiro de 2017.

Mantidos

O desembargador Kassio Marques negou habeas corpus para Jayme Rincón, e o filho, Rodrigo Rincón, além do empresário Carlos Alberto Pacheco. O prazo da prisão temporária se encerra amanhã, mas pode ser prorrogado por mais 5 dias.

Inegável

Em delação premiada, o ex-ministro Antonio Palocci (PT) afirma que a campanha para reeleição de Dilma Rousseff, em 2014, custou R$ 800 milhões. O valor é mais do que o dobro dos R$ 350 milhões de gastos declarados ao TSE.

Lei falha

Palocci aponta que as “prestações regulares registradas no TSE são perfeitas do ponto de vista formal, mas acumulam ilicitudes em quase todos os recursos recebidos”. “A legislação não funciona e incentiva a corrupção”, relata.

“Pode citar que as campanhas presidenciais do PT custaram em 2010 e 2014, aproximadamente, 600 e 800 milhões de reais, respectivamente”, registra o Termo 1 da delação bomba de Palocci, tornado público nesta segunda-feira, 1, por decisão do juiz federal Sérgio Moro – da Operação Lava Jato em Curitiba.

 
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