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Rubens Salomão
Rubens Salomão
09/10/2018 | 06h00
Caiado garante transparência e nega discurso de ‘terra arrasada’

O governador eleito de Goiás, senador Ronaldo Caiado (DEM), nega que terá discurso restrito à situação e os problemas com que o estado será entregue para sua gestão a partir do dia 1º de janeiro. Durante a campanha, o democrata enfatizou os prováveis desafios que terá adiante na gestão fiscal e financeira, mas fez questão de garantir que, “em pouco tempo”, as coisas seriam resolvidas. Agora eleito, Caiado defende “transparência” para lidar com qualquer complicação. “Não tenho o menor objetivo de instalar um governo em Goiás para apenas ficar dizendo das dificuldades. Sou um homem que sempre tive uma vida no sentido de ser propositivo e, ao mesmo tempo, atuante”, afirma. O novo governador avalia que o discurso, por si só, não resolverá as questões. “Só passamos a ter condições de antever o que se pode implantar, de acordo com aquilo que se recebe. Não dá pra dizer que farei tudo sem saber a realidade fiscal de Goiás. Não é chorar o leite derramado. É simplesmente a realidade do estado”, afirma Caiado que define nesta semana a equipe de transição.

Modelo aprovado

Caiado voltou a negar que tenha qualquer restrição ao modelo de gestão por Organizações Sociais na Saúde, implantado na gestão tucana desde 2015. No entanto, promete maior fiscalização.

Como será?

“Não tem nada contra nenhuma ferramenta. Nenhum preconceito contra essas ações para ampliar o atendimento. O que precisamos é avaliar se aquilo que está sendo repassado tem retorno de qualidade para a sociedade”, definiu.

Vai chamar?

O candidato a presidente Fernando Haddad (PT) já disse que respeita os concorrentes que teve na disputa de primeiro turno, como Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB). Agora, para o confronto no segundo turno contra Jair Bolsonaro (PSL), o petista faz aceno na tentativa de receber novos apoios. “O Ciro Gomes está na sua 3ª campanha presidencial, uma pessoa de alta respeitabilidade, Marina Silva também. Mesmo Geraldo Alckmin, que está na sua 2ª campanha presidencial. Posso discordar dele, mas nunca deixei de respeitá-lo, não falo isso no pós-eleição, falo há muitos anos. Respeito o Meirelles, que foi presidente do Banco Central”, indicou o presidenciável sobre o ex-ministro goiano. A declaração foi dada em Curitiba, depois da visita semanal de Haddad à Superintendência da Polícia Federal onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está preso.  O ex-prefeito de São Paulo afirmou também que o resultado do PT foi bom se considerado o tempo de campanha que ele teve.

CURTAS

Óbvio – Guilherme Boulos, que concorreu pelo PSOL no 1º turno, declarou apoio a Haddad. O paulistano também busca aliança com o PSB, que ficou neutro até agora.

Custo benefício – Henrique Meirelles convenceu o MDB de que financiaria toda a sua campanha. Gastou ao menos R$ 53 milhões na empreitada.

Compensa? O anapolino teve 1,2 milhão de votos. Ou seja, gastou R$ 41 por voto. Já Cabo Daciolo  gastou R$ 808 e convenceu 1,3 milhão.

Setor produtivo

O empresário e ex-deputado federal, Sandro Mabel (MDB), foi eleito ontem para a presidência da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg). O mandato vai até 2022, na sucessão do atual presidente, Pedro Alves, que alinhou a escolha.

Agenda

Os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) terão o mesmo tempo de propaganda (5 minutos) em blocos diários no Rádio e na TV. A propaganda volta a ser transmitida nesta sexta-feira (12).

Confronto

Os dois ainda têm seis agendas de debate, todos na TV, até a votação do dia 28. A Band é a primeira, nesta quinta (11). Depois tem a Gazeta (14), RedeTV! (15), SBT (17), Record (21) e Globo (26).

Repeteco

O Delegado Waldir (PSL) praticamente repetiu a votação recorde que teve em 2014 e foi, proporcionalmente, o 11º mais bem votado de todo o Brasil. Teve 9,05% dos votos válidos e superou todos os candidatos do partido de Bolsonaro no país.

Prudência

O senador eleito pelo Rio de Janeiro, deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL), aponta que o pai, o candidato a presidente, passará por uma nova avaliação médica nos próximos dias para definir como será a atuação a sequência da campanha.

Elas de fora

As urnas definiram número maior de mulheres na Câmara de Deputados, mas a comparação mostra que o Brasil ainda ocupa posição modesta e abaixo da média mundial. Passamos de 51 eleitas em 2014 para 77, de um total de 513 parlamentares. 

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