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Rubens Salomão
Rubens Salomão
22/10/2018 | 06h00
José Eliton admite dificuldades, mas garante cumprir obrigações

Ainda sem conceder entrevista sobre o resultado das urnas e a derrota na tentativa de reeleição, o governador José Eliton (PSDB) falou em discurso que não pretende “discutir as razões que o cidadão entendeu para eleger aquele que ele entende como o melhor” e que seguirá atuando até o fim do mandato como “um agente de consolidação das conquistas”. Na mesma oportunidade, o tucano rebateu as afirmações de que entregará o estado em situação “calamitosa”, como tem propagado o governador eleito, Ronaldo Caiado (DEM). “Temos uma situação em que o fluxo de caixa tem impacto em algumas obrigações do estado, mas vamos concluir o ano com todas cumpridas, seja na Lei de Responsabilidade Fiscal ou na Constituição. Mais que isso, vamos continuar a jornada de entrega de benefícios”, garante. O governador voltou a reconhecer dificuldades administrativas e financeiras, mas reafirma a importância do trabalho da atual gestão. “Reconhecemos as dificuldades. Não vivemos em céu de brigadeiro. Lógico que não!”.

Fatores

Entre as dificuldades citadas por Eliton, estão: crise financeira nacional; a greve dos caminhoneiros, “que teve impacto nas contas públicas”, além do impedimento de se fazer empréstimo de R$ 510 milhões junto à Caixa para investimentos.

Contra tudo

“Mas nem por isso, deixamos de realizar as nossas obrigações e assim vamos continuar. E vou entregar o governo em boas condições para que o próximo governador possa realizar também um grande trabalho”, assegura.

Apoiadores buscam 70%

Apoiadores da candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) à presidência da República realizaram atos de apoio à campanha do capitão do Exército neste domingo (21) em Goiânia depois de lideranças terem se reunido na última semana no parque de exposições agropecuárias da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA). Cerca de 200 pessoas, principalmente ligadas a candidatos proporcionais eleitos e não eleitos nas eleições deste ano, lotaram o auditório e estabeleceram ações para a última semana antes da votação no segundo turno. Entre os participantes, estava o senador eleito por Goiás, Vanderlan Cardoso (PP). Ele confirma que a meta é obter ao menos 70% dos votos válidos na votação do próximo dia 28. No primeiro turno, 57% dos goianos votaram no candidato do PSL. “É a meta para nós mesmos e, para isso, temos série de eventos no estado para intensificar da campanha. Tudo com financiamento voluntário de apoiadores mesmo. Cada um faz a sua parte”, define Vanderlan, que ficou neutro no primeiro turno.

CURTAS

Desafio – Outro que passou a participar da campanha de Bolsonaro, depois da discrição no primeiro turno, é o ministro Alexandre Baldy, presidente do PP.

Ao trabalho – Ronaldo Caiado (DEM) deverá apresentar hoje o primeiro nome da comissão de transição que vai elaborar pedidos de informação ao governo.

Só agora? – Depois de todo o primeiro turno e a seis dias do segundo, a Justiça Eleitoral deve apresentar hoje conjunto de medidas contra fake news.

“Autoridade moral”

Durante agenda em Santa Helena neste fim de semana, o governador eleito Ronaldo Caiado (DEM) agradeceu a votação expressiva que recebeu no município e reforçou o compromisso de ter uma gestão em sintonia com os servidores públicos.

Herança

“Ninguém governa sem os funcionários públicos engajados para recuperar o Estado. Dilapidaram o Estado para se manter no poder. Mas, como homem temente a Deus, vou honrar a minha história e atuar com tolerância zero à corrupção”, discursou.

O retorno

Caiado foi recepcionado na cidade pelo ex-governador e agora deputado federal eleito Alcides Rodrigues (PRP), que chegou a esboçar candidaturas em eleições anteriores, mas, agora, teve amplo apoio na região Sudoeste.

Nacional

O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) usou artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo para afirmar que “desmontará as falsas denúncias” de ex-executivos da Odebrecht e que lutará para que os fatos sejam apurados à luz da Constituição.

Aos fatos

“Meu nome não foi associado a corrupção, vantagens pessoais, privilégios em meus governos ou enriquecimento ilícito. Os depoimentos se restringem à suposta prática de caixa 2, que tampouco ocorreu — e será desmontada”, escreve.

Nacional 2

A revista Veja publicou reportagem com detalhes sobre como a suposta distribuição de propinas da Odebrecht ocorreria e cita a participação de PMs em Goiás. O texto conta que Marconi foi chamado quatro vezes para depoimentos, que estão sob sigilo.

 
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