15 de novembro de 2019
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Ludoviquismo mantém domínio político em Goiânia

Publicado por: Rubens Salomão | Postado em 15 de novembro de 2019
Dos 21 prefeitos eleitos, apenas um fazia parte do movimento conservador representado depois pela Arena, durante a ditadura

A estratégia do então interventor varguista em Goiás, Pedro Ludovico Teixeira, de mudar a capital da Cidade de Goiás para a ainda inexistente Goiânia, para isolar forças políticas ligadas à antiga União Democrática Nacional (UDN), foi acertada da primeira (1947) à última (2016) eleição na cidade. Dos 21 prefeitos eleitos, apenas um fazia parte do movimento conservador representado depois pela Arena, durante a ditadura: Hélio de Brito, em 1960. Todos os outros gestores escolhidos pelos goianienses são ligados ao antigo PSD, seguindo o ludoviquismo com o MDB, ou então filiados ao PT. Exceção à parte, a direita histórica no estado, ou o caiadismo, só governou a Capital por meio de prefeitos biônicos, indicados durante a ditadura militar. O penúltimo deles foi Índio Artiaga, que em conversa com a Coluna admitiu o sucesso póstumo de Ludovico, mas valorizou a liderança consolidada de Iris Rezende.

Registros

A história política de Goiânia, que completa hoje 86 anos, é divida em quatro partes. A primeira (1933-1947) teve prefeitos indicados pelos interventores estaduais. A segunda contou com eleições diretas, até a ditadura, em 1969.

Retirado

Iris Rezende foi o último eleito antes dos anos de chumbo e acabou retirado do cargo em 1969. A direita, seja pela UDN, ou ARENA durante a ditadura, que se tornou PDS e originou PFL (DEM) e PP, segue sem retomar força na Capital.

Logo ali

Com o retorno de um Caiado ao governo estadual, o grupo histórico pode retomar a Capital. Porém, tudo ainda depende da liderança de Iris Rezende. E 2020 é logo ali.

Nova gestão

Tomaram posse ontem os novos diretores da Goiás Parcerias, depois do limpa realizado pelo governador Ronaldo Caiado (DEM). Mudanças confirmadas em assembleia realizada na sede da Companhia.

Ao trabalho!

A reunião contou com o presidente, Enio Caiado, e do vice, Heitor Camargo. Nelson Vilela, Diego Soares e coronel Edson Correia passam a compor, as diretorias técnica, financeira e administrativa da Goiás Parcerias.

Negativo

O ex-deputado federal Roberto Balestra (PP) nega ter recebido qualquer convite de Ronaldo Caiado para assumir cargo no governo estadual. “Absolutamente. Não tive conversa com ele não pretendo assumir qualquer cargo”, diz.

Reações

A especulação surgida nos corredores da Assembleia Legislativa é tratada como “fake news” por Balestra, mas chegou a repercutir negativamente entre deputados caiadistas. Esboçaram críticas à suposta indicação de um ex-marconista.

Parado

Os deputados estaduais Vinícius Cirqueira (Pros), Lêda Borges (PSDB) e Antônio Gomide (PT) pediram vistas e impediram votação do projeto de IPO da Saneago na CCJ.

CURTAS

- Isolado em Rio Verde, Lissauer Vieira teve reunião com Caiado e o prefeito Paulo do Vale no Palácio das Esmeraldas.

- A conversa contou com os deputados Karlos Cabral (PDT) e Chico KGL (DEM) e pautou demandas da cidade.

- Sem antecipar decisões para 2020, a presença de Vieira representa enfraquecimento da oposição em Rio Verde. 

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