03 de junho de 2020
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Comércio critica proibição de ‘trabalho com segurança’

Publicado por: Rubens Salomão | Postado em 03 de junho de 2020
Segundo Marcelo Baiocchi, presidente da Fecomércio, “a defesa da economia também é a defesa da vida, pela possibilidade de sobrevivências das pessoas”| Foto: Takeshi Gondo

Primeiro representante do setor produtivo no Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus, criado pelo governo estadual, o presidente da Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio), Marcelo Baiocchi, critica a imperativa definição de Ronaldo Caiado por retomar em novo decreto as medidas restritivas, que provocam o fechamento de todas as atividades não consideradas essenciais. Assim, a flexibilização iniciada em 19 de abril se perde e o setor do comércio antecipa o impacto. Segundo o empresário, “a defesa da economia também é a defesa da vida, pela possibilidade de sobrevivências das pessoas”. “O mais difícil é encontrar esse equilíbrio com a estratégia de saúde, mas nós não achamos que seja positivo proibir que está trabalhando com segurança”, afirma Baiocchi, em referência aos estabelecimentos que retomaram funcionamento seguindo as regras sanitárias.

Contraponto

A Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade de Goiás (Ahpaceg) decidiu “esclarecer a população” contra “inverdades” e garantiu que a rede particular chega a ter ocupação de apenas 20% no estado.

Leitos vazios

A pandemia reduziu atendimentos em praticamente todas as áreas, com menos 50% em urgências. Dos 100 leitos dedicados ao coronavírus, a ocupação é de 20%.

Cadê o governo?

“Após três semanas aguardando reunião com o governador e sem resposta, a Ahpaceg espera que outros poderes abram canal para conhecer a realidade do setor e ouvir sugestões de conduta para solucionar essa crise”, conclui a nota.

As maiores

O novo decreto estadual para isolamento será focado em medidas para cidades com mais casos de coronavírus. Do total, 30 municípios reúnem 90% dos registros.

Distribuição

Os números são liderados por Goiânia (585), que é seguida no ranking de casos por Aparecida de Goiânia (76), Anápolis (47), e Valparaíso de Goiás (42). As outras 26 cidades tinham até ontem menos de 30 casos confirmados em cada.

Denúncias

O aplicativo ‘Prefeitura 24 Horas’ recebeu quase 9 mil denúncias sobre pontos de aglomeração e de serviços não essenciais em funcionamento em Goiânia. Resta à gestão municipal o trabalho de fiscalização.

Como fica?

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, que gerencia o app, mostra que são 4.926 denúncias sobre aglomerações e outras 3.839 são de lojas ou pontos comerciais abertos, sem seguir determinações do decreto.

Jogo duro

Apesar da pressão mais intensa das últimas semanas de empresários, a negociação entre prefeitura e representantes da Região da Rua 44 foi suspensa, por conta das novas restrições do decreto estadual, que valerá por duas semanas.

CURTAS

- Pela campanha Maio Amarelo, a Secretaria de Trânsito em Aparecida de Goiânia distribui hoje máscaras aos motoristas.

- O Ipasgo antecipou pagamento de R$ 128,9 milhões para prestadores de serviços da rede credenciada neste mês de maio.

- A Justiça atendeu pelo do Ministério Público e suspendeu validade de decreto de flexibilização em Buriti de Goiás.

 

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