12 de setembro de 2020
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Alexandre Baldy: "Delação tem que continuar, mas com provas"

Publicado por: Rubens Salomão | Postado em 12 de setembro de 2020
O ex-deputado federal critica o processo de condenação pública que sofre por conta de “inverdades injustas e não provadas feitas por esses sujeitos”| Foto: Reprodução

O secretário licenciado de Transportes de São Paulo e presidente do Progressistas (PP) em Goiás, Alexandre Baldy, negou, nas primeiras entrevistas que concedeu depois de sair da prisão, qualquer envolvimento com esquema de pagamento de propina e caixa dois para beneficiar organização social durante governos do PSDB, investigado na Operação Dardanários, do MPF. O suposto pagamento ilícito de R$ 1,4 milhão a Baldy foi delatado por ex-gestores da organização Pró-Saúde e o ex-deputado federal critica o processo de condenação pública que sofre por conta de “inverdades injustas e não provadas feitas por esses sujeitos”. Mesmo assim, Baldy não assume posição contra a delação premiada em investigações. “Eu respeito as instituições e a delação premiada tem que continuar, mas com o devido processo jurídico e legal, com provas contundentes materializadas, para que essas injustiças não ocorram”.

Dúvida no ar

Baldy não pensa em se afastar da presidência do PP ou na estruturação do partido para as eleições. Diz que o foco total está na defesa no processo e que ainda vai refletir sobre sua permanência na política e na vida pública.

Desconversa

“Sequer passa pela cabeça essa reflexão de sair ou ausentar (do partido). Os esclarecimentos estão sendo feitos depois da forma como foi julgado pela opinião pública sem sequer ter a oportunidade de me defender”, afirma.

Alegações

Sobre as apurações, Baldy garante que todos os recursos e imóveis citados estão devidamente declarados no imposto de renda e que vive uma “tragédia pessoal”.

Goiás lá

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma hoje debate sobre a possibilidade de reconhecer abuso de poder religioso em campanhas. O caso se refere à cassação do mandato da vereadora de Luziânia, Valdirene Tavares, eleita em 2016.

Votação

O relator, Edson Fachin, e o ministro Alexandre de Moraes votaram pela não cassação do mandato. No entanto, Fachin defendeu a “separação e independência entre Estado e religião para garantir autonomia de escolha dos representantes políticos”.

Significa?

O Ministério Público Eleitoral pede a cassação do mandato por abuso, já que a então candidata se reuniu na catedral da Assembleia de Deus, localizada na cidade, para pedir votos aos membros da congregação.

O retorno

As operações Cash Delivery e Confraria voltaram para a Justiça Federal, por decisão do juiz eleitoral Mábio Macedo. As investigações miram Marconi Perillo e Jayme Rincón por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Memória

São apurados pagamentos de propina aos tucanos pela Odebrecht, além de supostos desvios na Companhia de Desenvolvimento de Goiás (CODEGO).

CURTAS

- Deputados estaduais aprovaram em primeira votação projeto que adiciona restrições para empresas em licitações da Goinfra.

- O projeto do governo prevê suspensão por 24 meses das prestadoras que atrasarem ou abandonarem contratos com a agência.

- Termina hoje o prazo para que os municípios se cadastrarem no Coindice/ICMS, da Secretaria da Economia.

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