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TCM prevê perda de R$ 9 bilhões a municípios goianos

Publicado por: Venceslau Pimentel | Postado em 24 de abril de 2021
Perdas ocorrerão caso o Congresso Nacional aprove PEC que desvincula receitas destinadas à Educação e Saúde, enviada por Jair Bolsonaro | Foto: Reprodução

Venceslau Pimentel

O presidente do Tribunal de Contas dos Municípios, Joaquim de Castro, que também preside o Conselho Nacional de Presidentes dos Tribunais de Contas do Brasil (CNPTC) e entidades nacionais de controle externo, estima que os 246 municípios goianos poderão perder ao menos R$ 9 milhões por ano, caso o Congresso Nacional aprove PEC que o presidente Jair Bolsonaro enviou à Casa, que desvincula receitas destinadas à Educação e Saúde. “Há uma resistência muito grande do Fórum dos governadores do Nordeste”, disse Castro à coluna. Em nota pública, o CNPTC diz que a proposta fragiliza o processo legislativo e retira do Congresso a legitimidade, “enfraquecendo o liame representativo”. 

Não deu

A oposição, na Alego, até que tentou, durante a votação do projeto que o governador Ronaldo Caiado (DEM) enviou ontem à Casa, aumentar de R$ 60 milhões para R$ 120 milhões, para a compra de vacinas contra a Covid-19. Mas a base aliada aprovou a proposta, em primeira votação, mantendo o valor original. 

Mais vacinas 

Quem abre diálogo para a compra de vacinas é o prefeito Rogério Cruz, que tem reunião ainda esta semana, em Brasília, com representantes de laboratórios para tratar do assunto.

Balanço

Os números referentes às contas do Governo estadual do terceiro quadrimestre de 2020 serão dissecados pela secretária da Economia, Cristiane Schmidt, na próxima semana, na Comissão de Finanças da Assembleia, com dados positivos para o equilíbrio fiscal.

Olho em 2022? 

Não passou despercebida, na Alego, a movimentação do presidente da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, que tem promovido sucessivas reuniões com prefeitos. A leitura é de que Mabel ensaia candidatura a deputado federal, em 2022. 

Dor de cotovelo 

Em resposta ao deputado Humberto Aidar (MDB), que chamou Henrique Meirelles de ‘milagreiro’, noticiado por esta coluna, a vereadora de Goiânia Sabrina Garcêz, do PSD, mesmo partido que o ex-ministro acabou de se filiar, disse ontem que a crítica não passa de dor de cotovelo do parlamentar. 

Tardio 

Onze anos depois, chega à Assembleia comunicação do Tribunal de Contas do estado sobre tomada de contas que apurou irregularidades no fundo rotativo do Hospital Geral de Goiânia, em 2010, na gestão do ex-governador Alcides Rodrigues, cujo comando da Secretaria de Saúde estava a cargo de Irani Ribeiro. Suspeita de sobre preço em compra direta. 

Contra prisão 

Paulo Trabalho, deputado pelo PSL, mesmo partido do parlamentar do Rio de Janeiro, Daniel Silveira, que se encontra preso na carceragem da Polícia Federal, diz ver ‘ditadura’ no ato de detenção do colega de partido. Ele parabenizou Francisco Júnior (PSD) e Vítor Hugo (PSL), que votaram contra a prisão. 

De novo 

Assim como no caso de suspeita de venda de sentença, que tramita no Superior Tribunal de Justiça, que teria beneficiado uma usina de álcool, o nome de um desembargador de Goiás volta a aparecer no imbróglio que envolve o padre Robson de Oliveira.

CURTAS 

- Servidor do Judiciário, o deputado Karlos Cabral (PDT) tenta emplacar projeto que reduz valor do IPVA de oficiais de Justiça de Goiás. 

- A quarentena estabelecida pela Câmara de Goiânia, até quarta-feira, pode se estender por mais tempo, a depender de sinal do setor de saúde da Casa.

 

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