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Cidades
Distúrbio
01/03/2016 | 00h00
Apraxia de fala ainda é desafio no Brasil
Curso sobre diagnóstico e intervenção terapêutica do distúrbio foi realizado nos dias 26 e 27 de fevereiro no Crer

A Associação Brasileira de Apraxia de Fala na Infância realizou, nos dias 26 (sexta-feira) e  27 (sábado), o primeiro curso sobre diagnóstico e intervenção terapêutica do distúrbio. O evento foi realizado no Auditório Valéria Perillo do Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer). As palestras foram ministradas pela fonoaudióloga especialista no assunto Elizabete Giustini. O curso “Apraxia na fala de crianças: diagnóstico e intervenção terapêutica” também será ministrado nas regiões Sul, Nordeste e Sudeste.

Fabiana Collavini é uma das fundadoras da associação e mãe da Ana Beatriz, diagnosticada com o distúrbio há um ano e meio. Ela explica que há dificuldade imensa de encontrar profissionais que saibam identificar a apraxia de fala no Brasil. Além disso, a maior parte do material disponível está em inglês, o que dificulta o acesso.

Fabiana explica que distúrbio neurológico faz com que a criança tenha dificuldades de se expressar, mas ela sabe exatamente o que deseja dizer. “É como se um fio fosse cortado. Em 50% dos casos o diagnóstico não pode ser conhecido por exames e, por isso, a necessidade de termos mais profissionais que entendam sobre o assunto. No curso, são expostos tipos de terapia, recursos que podem ser usados e alguns estudos de caso”.

Jornada

Outro caso é de Cláudia Oliveira e seu filho Caíque, 11. Ela percebeu a dificuldade de fala dele quando a criança tinha 1 ano e sete meses, mas o diagnóstico de apraxia da fala veio apenas aos 5 anos, também em São Paulo. “Em uma consulta de 15 minutos um otorrinolaringologista me disse que suspeitava que o Caíque fosse autista. Liguei desesperada para o pediatra dele, que me garantiu que esse não era o diagnóstico certo, pois ele já acompanhava meu filho há anos e teria percebido”, conta a mãe. 

Segundo Cláudia, Caíque está se desenvolvendo bem com o acompanhamento correto. “De 70 pessoas presentes nesse curso, apenas dez são mães. Isso acontece porque a informação ainda é pouca. Faço parte do projeto, porque não desejo que outras mães sofram como eu, sem nenhum conhecimento sobre o assunto e sem saber o que se passava com meu filho”, afirma Cláudia.

 

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