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Cidades
Organização criminosa
21/06/2016 | 11h00
Diretor do Samu em Goiânia é preso por fraudar encaminhamentos para UTIs
Carlos Henrique Bahia foi preso na Operação 'S.O.S. SAMU', deflagrada hoje pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO). Outos 24 mandados de prisão estão sendo cumpridos

Jéssica Chiareli e Mardem Costa Jr.  

Desde o início da manhã desta terça-feira (21), o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) deflagra a operação 'S.O.S. SAMU', que desarticular uma quadrilha especializada na fraude de encaminhamentos para Unidades de Terapia Intensiva (UIT).

Foram expedidos 24 mandados de prisão temporária e de 43 mandados de busca e apreensão. Até o momento, 21 pessoas já foram presas, entre elas o diretor do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Goiânia  (Samu) em Goiânia, Carlos Henrique Bahia. 

O médico Rafael Haddad, proprietário da clínica Centro Vida, também está entre os presos. Haddad já havia sido indiciado em 2009 por fraudar encaminhamentos para UTI no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). 

Esquema 

Investigações apontam um esquema de pagamento de propina a alguns funcionários do  Samu, como condutores socorristas, técnicos de enfermagem, enfermeiros e médicos. 

Os funcionários direcionavam pacientes do Atendimento de Urgência que possuíssem planos de saúde a UTIs particulares, fraudando a  regulação do acesso aos leitos de UTI.

O pagamento era realizado por médicos e por responsáveis e proprietários de UTIs.

Encaminhamentos desnecessários

Além da irregularidade no encaminhamento de pacientes às UTIs, o Ministério Público constatou que pacientes eram levados às UTIs sem necessidade. 

Para simular a gravidade do estado de saúde desses pacientes, os profissionais diminuíam a consciência do paciente com medicamentos de efeito sedativo. Assim, as UITs, e o bolso dos empresários do ramo, ficavam sempre cheias.

Além de Goiânia, os mandados estão sendo cumpridos nos municípios de Anápolis, Aparecida de Goiânia e Trindade. Os envolvidos são suspeitos da prática de crimes de associação criminosa, de corrupção ativa e de corrupção passiva.  

Foto: reprodução 

Leia mais: Falta de ambulâncias castiga pacientes do SUS

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