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Cidades
Polêmica
28/09/2016 | 08h00
Goianienses não concordam com bem-estar urbano levantado em pesquisa
O índice coloca a Capital como a 2º melhor do Brasil. Apesar disso, a população questiona a posição no ranking

Wilton Morais
Goiânia é apontada como a 2º melhor capital do país no índice de Bem-Estar Urbano, no levantamento do Observatório das Metrópoles, coordenado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O índice utilizou como critério: mobilidade urbana, condições ambientais, habitacionais, serviços coletivos urbanos e infraestrutura.
Apesar da posição, os goianienses não compartilham por completo do ranking. Para a enfermeira Lucia dos Santos, 43, o Residencial Rio Verde não oferece o necessário para o Bem-Estar Urbano. “No meu bairro não há lugar para passeio e um descanso, preciso vir para o parque Areião para poder desfrutar de um espaço tranquilo”.
Segundo a vice presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU/ GO), Maria Ester de Souza, a pesquisa não se trata de um numero fechado. “Quando se faz uma analise comparando as capitais, é diferente de comparar Goiânia sozinha, a capital é desigual em relação ao mundo”, afirma. 
Conforme a urbanista, ao se tratar de mobilidade as calçadas irregulares são um péssimo exemplo. “Eu mesma já sofri acidente em calçadas por estarem desniveladas uma das outras. Isso mostra o oposto da pesquisa, temos lixeira de todos os tipos esparramada pela cidade”.

Pesquisa 
A vice-liderança da cidade possui um índice de 0,8742 pouco atrás da primeira capital, Vitória (ES) que está com 0,9 pontos na posição. O ranking avalia o quanto mais próximo de 1,0 melhor é a condição de proporção do bem-estar urbano da Capital.
O frentista Marcelo Caetano, 39, reconhece que Goiânia oferece certo bem estar à população. “A cidade possui muitos parques, gosto de estar neles, junto da natureza ver os pássaros. Mas creio que a prefeitura deve olhar mais para estes espaços. Também vejo muitos problemas como a questão de segurança em áreas de lazer”, avalia.

Infraestrutura 
Para analisar a infraestrutura e a mobilidade, a pesquisa considerou aspectos como iluminação pública, pavimentação, calçada, meio-fio, bueiro, rampa para cadeirantes, logradouros, assim como o tempo de locomoção ao trabalho.  Apesar disso, Maria Aparecida de Carvalho, 33, porteira e moradora da Vila Brasília conta que o transporte da cidade precisa ser melhorado.
“Quando se refere a transporte público, o eixo anhanguera é o ‘melhorzinho’, passa todo minuto. Mas vejo que isso deveria ser repassado para toda a cidade, o transporte no geral é ruim, ônibus demoram a passar, asfaltos são horríveis e em alguns lugares da cidade o esgoto está a céu aberto, ou nem existem”, conta Maria Aparecida. 
Ao se tratar do transporte, a urbanista comenta que o conjunto todo do transporte deve ser levado em conta. “Não dá para considerar apenas o eixo nessa avaliação”. Maria Ester ainda acrescenta que os dados da pesquisa não estão errados, principalmente ao comparar outras capitais a Goiânia. 
“Observa-se que em comparação a outras cidades, o país está deplorado. Em proporção ambiental com esgoto a céu aberto, Goiânia está acima em relação às capitais do litoral. Quem mora em Goiânia tem uma releitura da cidade. Temos muitas árvores, mas não temos segurança em andar nos próprios parques em que estão essas arvores”, questiona a urbanista.

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