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Cidades
Obra
16/02/2017 | 06h00
Motoristas esperam há 26 anos pela Marginal Cascavel
Obra já passou pela gestão de cinco prefeitos diferentes. Insegurança e descaso são marcas registradas. Em algumas part

Wilton Morais

Iniciada em 1991, à época na gestão do ex-prefeito de Goiânia, Nion Albernaz (PSDB), a obra da Marginal Cascavel, em Goiânia, está parada e incompleta. Dessa forma, o descaso do poder público, além de desperdício de dinheiro, tem feito com que os motoristas se afoguem no trânsito da cidade. Quando terminada a marginal seria uma parte da solução para o trânsito da cidade. Com a prefeitura desconsiderando os benefícios, na gestão de cinco prefeitos diferentes, atualmente parte do que seria a marginal está desmoronando. Outros pedaços da obra, como parte do asfalto, não chegaram a receber o fluxo intenso proporcionado pelo trânsito de Goiânia e já estão esburacados. Nas proximidades da Avenida T-9, parte do que seria a marginal se tornou deposito de entulhos.

Inacabada, a marginal só teve concretizado os trabalhos entre a Avenida Castelo Branco e a Avenida T-2. Sendo assim, moradores de vários bairros de Goiânia enfrentam problemas como a insegurança e sujeira na área abandonada. No inicio de 2015, o ex-prefeito de Goiânia Paulo Garcia, estimava entregar parte da marginal. Seriam realizados trabalhos de canalização e as pistas teriam 2,2 km de extensão cada. O projeto do ex-prefeito faria a ligação entre as avenidas Castelo Branco, até a Avenida Leste Oeste na Vila Santa Helena. O que não foi realizado. Na ocasião, foi estimado pelo ex-prefeito um gasto de R$ 40 milhões, provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (Pac), do Governo Federal.

A obra

No plano inicial, a proposta da prefeitura era interligar a Avenida Rio Verde, em Aparecida de Goiânia, à Avenida Leste-Oeste, na Capital. Mas em 2013, a empreiteira Delta Construções – envolvida no escândalo do Caso Cachoeira – teve o contrato suspenso com a prefeitura, após uma denúncia em que Carlinhos Cachoeira e o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, atuavam como lobista da construtora juntamente com políticos do Estado. 

Já em 2015, a responsável pela construção da Marginal foi à empresa EMSA Engenharia. A mesma que também não concluiu a obra do projeto Macambira Anicuns. A empresa também não concluiu a Marginal Cascavel, no tempo estipulado pelo ex-prefeito Paulo Garcia. 

Retomada

A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra) informou ao Hoje que a administração municipal irá concluir a Marginal Cascavel dentro de um cronograma que está sendo elaborado pela prefeitura. Sem divulgar datas, a pasta disse que dezenas de obras da gestão anterior foram paralisadas pela falta da contrapartida do município, inviabilizando os recursos do Governo Federal, mas esclareceu que existe uma negociação para retomada das mesmas.

Sobre os valores que devem ser gastos com a Marginal Cascavel, a Seinfra apenas disse que os mesmos estão sendo calculados. A prefeitura de Goiânia também reconheceu que a falta de continuidade de serviços é um problema. O que gerou a perca de alguns pontos de obras que estavam concluídas, após as chuvas do final de 2016. A pasta também informou que a gestão atual irá solucionar o mais breve possível o problema de erosão na extensão do córrego.   

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