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Cidades
Maus-tratos a menores
17/02/2017 | 06h00
Abrigo tem registro cassado pela Justiça em Trindade
A Associação Crianças do Brasil em Trindade (ACBT), que abrigava menores de idade ou moradores de rua, teve registro cassado por maus-tratos

Renan Castro 

A Justiça de Goiás cassou o registro da Associação Crianças do Brasil em Trindade (ACBT), entidade filantrópica que abrigava menores de idade carentes ou moradores de rua, por maus-tratos contra os internos. O ‘abrigo’ submetia crianças e adolescentes ao trabalho doméstico, restrição religiosa castigos físicos e psicológicos, segundo a ação do Ministério Público de Goiás (MP-GO). De acordo com o MP, meninas eram obrigadas trabalharem nas residências de membros de uma igreja evangélica da cidade.

A juíza Karine Unes Spinelli Bastos, da 1ª Vara Cível da Família e sucessões da comarca de Trindade determinou a cassação no último dia 9 deste mês. A magistrada condenou a associação ao pagamento de R$ 100 mil em indenização por dano moral coletivo, a ser revertido para o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, além do fim do registro. O processo segue em segredo de Justiça.

Durante uma visita de rotina ao abrigo, o conselheiro tutelar Fábio Rodrigues Cavalcante encontrou uma criança com um hematoma no braço, em 2014, e resolveu apurar a origem.  Segundo Fábio, o órgão identificou diversas vítimas de maus-tratos e abusos por parte da entidade, e o caso passou a ser investigado pelo MP.

A ACBT distribuía alimentos e ajudava, com doações, muitos moradores da região, segundo o conselheiro tutelar. Ele conta que, por isso, muitos vizinhos jamais suspeitavam dos maus-tratos sofridos pelos internos.

“Se foi difícil para nós do conselho acreditar nestas situações tão delicadas que aconteciam lá, imagina para os moradores, que têm vínculo social direto com a associação. Mas a gente tem que destacar e chamar bastante atenção que os fins jamais justificam os meios, que a gente tira os menores de situações negligentes para dar oportunidades com educação, saúde e respeito e não com exploração”, ressalta conselheiro Fábio.

Após as investigações se iniciarem, em 2014, a associação deixou de funcionar. Uma moradora da região que prefere não se identificar afirma que se surpreendeu quando soube das acusações ao pastor e à ACBT. De acordo com ela, ninguém demonstrava nada que levasse a crer que ocorriam irregularidades. “Nossa, eu fico meio decepcionada, porque eles sempre foram muito bons para nós aqui, nunca imaginei essas barbaridades, o que não é certo”, disse. 

Foto: MP/GO

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