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Cidades
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21/04/2017 | 12h00
Goiânia, a cidade do ciclismo. Conheça histórias de 'pedalantes' goianienses
Ciclistas contam um pouco de como é pedalar na capital goiana e falar sobre a preocupação com a segurança

Toni Nascimento

Lilian Brito, 27 anos, é corretora de imóveis e há algum tempo não estava se sentindo bem. Em vez de aderir a práticas mais visadas popularmente para encontrar equilíbrio, como o yoga, ela e uma amiga de infância foram de encontro ao ciclismo. A goiana encontrou conforto nas pedaladas e foi muito bem recebida pelo líder do grupo “Galácticos do pedal”, Paulo Henrique Nogueira, e por todo o resto da equipe. Com o tempo ela começou a participar de outros como o Grupo Excelência, Cicloval, Os Manteigas. Em todos eles ela fez grandes amigos. 

Lilian considera os grupos de ciclismo que participa uma família, na qual cada dia da semana está na casa de um parente diferente. Paulo Henrique também participa de vários grupos de pedal diferentes e sua visão não é muito diferente dá de Vivian. Apesar de sempre ter sido muito ligado ao mundo dos esportes, Paulo Henrique vivia sedentário devido a um acidente de moto que lhe ocorreu. Ele só entrou para o universo das “bikes” em 2013, quando um amigo lhe convidou para começar a fazer trilha e ele não pensou duas vezes antes de comprar uma bicicleta.  

Paulo não pensa em levar o ciclismo para outro estágio em sua vida. Entrar em competições pode ser difícil pelo alto custo e a falta de apoio financeiro. A prática de pedalar não é necessariamente uma carreira esportiva para ele e nem sempre precisa ir além de uma prática que ajuda no dia a dia individual de cada um ou até mesmo uma rotina que auxilia na manutenção de uma vida saudável. Vivian vê o ciclismo como uma oportunidade de superar os seus próprios limites. 

Nos últimos dois anos os goianos viram uma aparente melhora na vida de quem é adepto as pedaladas. Foram inauguradas algumas ciclovias em pontos centrais da capital além das bicicletas públicas lançadas em 2016 fruto da parceria entre a prefeitura de Goiânia com uma cooperativa de planos de saúde. No dia quatro de abril deste ano foram inauguradas obras de duplicação, iluminação e ciclovia da Rodovia JK GO-020 trecho entre Goiânia e Bela Vista. 


Preferências 

As melhoras são bastante benéficas para quem pedala todos os dias da semana. Paulo faz trilhas todo final de semana com os grupos, mas no meio de semana pedala em grupo no meio da cidade, ele afirma ser mais seguro. Vivian também é adepta tanto da cidade quanto da trilha, para ela cada experiência tem suas peculiaridades e suas paixões. 

“Participo dos pedais urbanos e trilhas também. A experiência de pedalar na cidade me fez observar melhor as ruas, as praças, enfim, me fez ficar apaixonada por um lugar que eu moro e ainda não tinha visto com outra visão, além de fazer inúmeros amigos como se fossem das antigas. Pedalar nas trilhas é uma mistura de muita adrenalina, medo, prazer da superação por sempre estar enfrentando caminhos diferentes e belos”, afirma Vivian.

Vivian também não é muito adepta a idéia de pedalar sozinha. Ela afirma que o hábito de pedalar a aproximou ainda mais do marido, que apesar de ter sido resistente no começo, logo cedeu ao hobby e se transformou em um entusiasta dedicado. Já Paulo Henrique pedala sozinho em lugares fechados, como na Marginal Cascavel, que é fechada duas vezes na semana para ciclistas, e no autódromo. “No final de 2015 eu fui até Santa Vitória (MG) a 400 km de Goiânia, e voltei sozinho, tive que preparar a bike para o pedal. Havia programado um novo pedal esse anos, mas comecei a namorar e resolvi adiar a nova viagem”, explica Paulo.  

Segurança é preocupação entre os adeptos  

Para se proteger no trânsito Paulo lembra que é necessário usar faróis, apitos, capacete e luvas. Na estrada pela noite é preciso utilizar o colete refletivo. “Tentamos nos proteger no trânsito com muita sinalização e consciência em andar dentro das leis do trânsito. Acredito que estamos cada vez mais conquistando nosso espaço e respeito nas ruas” esclarece Vivian.

Mas outro tipo de insegurança assola os pedaleiros. “É sempre bom evitar andar só. Em algumas regiões o índice de assalto são maiores, sendo assim, procuramos evitar esse lugar. Também definimos o percurso somente na saída, pois é preciso analisar o nível dos integrantes do dia”, ressalta Paulo. Vivian nos conta que devido à insegurança o grupo sempre faz uma oração pedindo proteção antes de pegar a estrada. 

 

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