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Novembro Azul
14/11/2017 | 09h10
Osteopatia colabora para prevenção de doenças na próstata
Minimizar a possibilidade de desenvolver doenças neste órgão, como o câncer de próstata, é um dos benefícios da osteopatia

O câncer de próstata é o tipo mais comum de câncer no homem. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2016 foram detectados mais de 60 mil novos casos da doença.  E, quanto mais precoce o diagnóstico, maior a chance de cura da doença. A osteopatia – que trabalha o corpo de forma integrada, enfatizando saúde, prevenção e qualidade de vida – pode proporcionar resultados positivos à prevenção de doenças na próstata, como o câncer.

A osteopatia tem como objetivo proporcionar equilíbrio para todos os tecidos do corpo de forma que facilite a chegada de sangue a cada uma das estruturas para que recebam boa quantidade de oxigênio e nutrientes, portanto é uma região que tem um risco menor de desenvolver doenças. No caso da próstata, ela é cercada de órgãos e tecidos que podem sofrer tensões devido a alterações de bexiga, intestino e da musculatura pélvica. Corrigindo essas alterações, conseguimos melhorar a função desses órgãos, que passam a não gerar tensões sobre a próstata, diminuindo, com certeza, a possibilidade de desenvolver algum tipo de doença prostática”, explica o fisioterapeuta Lucas Signates, do ITC Vertebral (Unidade Goiânia), osteopata certificado pela Escola de Osteopatia de Madri Internacional.

Mas o osteopata enfatiza: “É importante ressaltar que existe um fator genético muito forte no desenvolvimento de câncer de próstata; a osteopatia ajuda a minimizar a possibilidade de desenvolver qualquer doença neste órgão, mas não exclui a necessidade de fazer exames médicos anuais de rotina”.

Osteopatia na recuperação

De acordo com Signates, em caso de prostatectomia as principais consequências são a incontinência urinária e a disfunção erétil. E a osteopatia pode colaborar positivamente na recuperação. “Após o procedimento cirúrgico de retirada parcial ou total da próstata, ocorre um processo de cicatrização no local. Como a próstata fica localizada abaixo da bexiga, envolvendo a uretra masculina, começa a se formar um grande processo de fibrose na região, dificultando a passagem de sangue pelos vasos sanguíneos no local e reduzindo toda a força da musculatura da uretra, responsável por impedir a passagem da urina. Por isso é tão comum haver incontinência urinária e disfunção erétil. A osteopatia entra justamente quebrando essas aderências e liberando essa cicatriz que se forma no pós-cirúrgico. Desta forma, a vascularização é restituída, permitindo melhor fluxo de sangue para a região genital, devolvendo a potência sexual, além de aliviar tensões sobre a musculatura da uretra, melhorando sua função e capacidade de segurar a urina novamente”, detalha Signates.

Sobre a técnica, o profissional explica: “Trata-se de avaliação e restituição do equilíbrio dos ossos e músculos da pelve, coluna lombar e quadris, devolução de mobilidade das vísceras de abdome inferior e pelve (bexiga, reto, intestino delgado, ) e técnicas de liberação cicatricial que podem ser realizadas por via externa sobre a cicatriz cirúrgica na região inferior do abdome ou, quando existe indicação, por via interna através do toque retal”.

Segundo Signates, o tratamento osteopático no pós-operatório pode ser iniciado de cinco a sete dias após o procedimento. “Caso a cicatrização não tenha se concluído ainda, a abordagem irá ser realizada nas estruturas próximas ao local cirúrgico. Não havendo risco de sangramentos ou infecção no local cirúrgico, inicia-se o trabalho sobre a cicatriz e a quebra de aderências”, diz o osteopata, que finaliza: “Hábitos de vida, como tabagismo e etilismo, interferem muito no tempo de cicatrização, podendo fazer com que o tratamento dure mais do que o esperado” 

(Foto: Reprodução)

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