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Cidades
Saúde
12/01/2018 | 16h10
Novo medicamento contra leishmaniose é desenvolvido por instituto de pesquisas
Alternativa proposta visa um tratamento tópico com pomada ou creme e aplicada pelo próprio paciente

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) está desenvolvendo um novo medicamento contra a leishmaniose, doença endêmica no Brasil causada por protozoários e transmitida pela picada de certas espécies de mosquito. A alternativa injetável, mais eficiente e menos dolorosa que o tratamento atual, já gerou uma patente para o Instituto e se baseia na tecnologia de nanocarreadores coloidais, cuja liberação controlada visa diminuir os efeitos colaterais do fármaco.

Thais Aragão Horoiwa, pesquisadora responsável pelo projeto, explica que a tecnologia funciona como uma espécie de "cavalo de Tróia". O antiomoniato de meglumina, conhecido como Glucantime, droga utilizada no tratamento da leishmaniose, é encapsulada em nanoestruturas poliméricas compostas por maltodextrina, um gliconjugado de que o protozoário necessita em seu metabolismo. 

“Acreditamos que o uso da maltodextrina faz com que o medicamento atinja preferencialmente as células infectadas às saudáveis, porque, em tese, o açúcar iria preferencialmente para as células que o estão demandando mais”, explica.

Atualmente, no Brasil, o tratamento da doença é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e feito de forma injetável. Em termos simples, o paciente recebe diariamente, por um período de 20 dias, injeções com doses de 10 a 20 mg de Glucantime, sendo a aplicação feita diretamente nas ferida. 

“O tratamento é extremamente doloroso, além de depender da internação do paciente para a aplicação do medicamento e controle dos efeitos colaterais, que são intensos e podem até levá-lo a óbito”, conta Thais. “A alternativa que propomos visa um tratamento tópico com pomada ou creme, evitando que o medicamento caia na corrente sanguínea, e com aplicação feita pelo próprio paciente”.

Os testes de liberação e permeação realizados até o momento mostram evidências de que o medicamento, indicado para tratamento da leishmaniose cutânea, não tem penetração na corrente sanguínea – evitando efeitos colaterais em órgãos internos – e que sua liberação é sustentada na ferida, crescendo ao longo do tempo, o que possibilitaria uma aplicação única. 

Atualmente, o fármaco passa por testes pré-clínicos no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), em que se verificará seu real efeito sobre o parasita e também as células saudáveis do organismo.  

Foto: Reprodução/Tua Saúde

Tópicos:  leishmaniose,   pesquisa,   saúde,   IPT

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