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Cidades

Eixo tem quase dois assaltos por dia

Postado em: 31-01-2018 às 06h00
Aparelhos celulares são os mais visados pelos bandidos

Marcus Vinícius Beck*


Dados disponibilizados pela Secretária de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP) informam que houve redução na quantidade de assaltos dentro do transporte coletivo na Região Metropolitana de Goiânia. O número de ocorrências neste sentido foi de 42 em janeiro do ano passado, o que representou em média quase dois roubos por dia. Enquanto isso, no mesmo mês de 2016, foram registrados 60 casos de assalto. 

Mas os números de queda na criminalidade nos ônibus do Eixo Anhanguera parecem não refletir a realidade. Na noite de segunda-feira (29), um jovem embarcou no eixão sentido terminal Praça da Bíblia ao Novo Mundo. Como de costume, ele sentou num dos bancos que estavam livres e começou a se distrair em suas redes sociais. Mas não fazia a mínima ideia de que dentro de poucos minutos seria assustado por conta de uma voz de assalto, e teria seu celular roubado. Ele não foi a única vítima, pois outros passageiros também foram vítimas. Em seguida, dois ladrões trataram de tranquilizar a população, já que isto é perfeitamente normal nos coletivos. 

De acordo com passageiros que estavam no ônibus no momento da ação dos assaltantes, um rapaz chegou a ser esfaqueado. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu) e encaminhado a uma emergência próxima. Outro usuário do transporte coletivo relatou que estava com seu filho, de 10 anos, e com sua filha, que é especial e cadeirante. Os assaltantes seguraram os passageiros por um tempo. Então, um deles pediu calma e disse: “calma, gente, é apenas mais um assalto”. 

A Polícia Militar (PM) fez um Registro de Atendimento Integrado (RAI). O jovem esfaqueado foi atendimento pelo Samu, mas não foi informado até o fechamento desta edição o nome da vítima, tampouco o local para onde foi levada. 


Outro problema

Quando não há casos de assalto, há casos de assédio sexual nos ônibus. Responsável por percorrer a cidade toda de leste a oeste, o eixão é tido como um das linhas de ônibus mais perigosas da Capital. “Tenho bastante medo de andar nele”, diz a estudante universitária Júlia Aguiar, 22, acrescentando: “Sou mulher, e a gente sempre tem medo”. 

A estudante universitária Suellem Horácio, 22, disse que, uma vez apanhou o coletivo para ir à aula, e um rapaz começou a lhe sussurrar palavras obscenas. Ela estava na linha 580, que vai do terminal Praça da Bíblia ao Araguaia, em Aparecida de Goiânia, e os passageiros pediram para o motorista expulsá-lo do “busão”. “Mas eu não tenho o luxo de andar apenas de Uber”, frisou. 

Visando fomentar campanhas educativas acerca do assédio no transporte coletivo, o vereador Eduardo Prado (PV) apresentou um projeto de lei cujo propósito de coibir casos de assédio e estimular que as vítimas denunciem seus agressores. “As vítimas desse tipo de violência devem ser encorajadas a procurar as autoridades”. (Marcus Vinícius Beck é estagiário do jornal O Hoje, sob orientação do editor de Cidades Rhudy Crysthian) 

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