Sexta-feira, 23 de agosto de 2019
GOIÂNIA-GO
{{tempo.temperatura}}°

Cidades

Goiânia tem protestos contra cortes de recursos na educação

Postado em: 15-05-2019 as 17h45
Manifestação reuniu alunos, professores e sindicatos relacionados à educação de diversas instituições de ensino

Foto: Isabela Serra

Isabela Serra

A manifestação contra os cortes das verbas anunciados pelo Governo Bolsonaro reuniu, em Goiânia, alunos, professores e sindicatos relacionados à educação de diversas instituições de ensino, nesta quarta-feira (15). O ato ocorreu na Praça Universitária, no Setor Leste Universitário e seguiu para Praça Cívica, no setor central. Além do protesto, que acontece em pelo menos 149 cidades de todos os estados e no Distrito Federal, também houve paralisação nas aulas das universidades.

Na ocasião, os contrários à medida do Governo Federal levaram cartazes que remetiam a fala do Ministro da Educação como "Quem faz balbúrdia é o governo, Universidade faz ciência". Outros manifestantes também se posicionaram contra a reforma da Previdência "Ô Bolsonaro que indecência quer acabar com a educação e a previdência", gritava uma parte do protesto. 

O ato contou com alunos, professores, técnicos administrativos e até mesmo aposentados, como o caso de Ana Lúcia da Silva, que era professora do curso de história da UFG. "A economia não tem projeto de crescer nem 1%, com 13 milhões de desempregados e o governo, ao invés de apresentar uma proposta, ele quer cortar gastos das universidades por ser a parte que gera consciência crítica na sociedade", explica a aposentada.

Lucas Augusto, aluno de história da UFG e participante do movimento estudantil, explica a importância dessa articulação. "Essa é a primeira paralisação geral pela educação em toda a história do nosso país. Isso é fundamental para que os governantes entendam a força da classe estudantil organizada para que de uma vez por todas entendam que educação não é despesa, é investimento", declara o estudante.

IFs

Outra parcela que sofrerá diretamente com os cortes são os alunos dos institutos federais, como Geraldo Murilo, de 17 anos, estudante do terceiro ano do ensino médio integrado do IFG, campus Trindade. "O meu campus em Trindade cortou quase 40% da verba, não vamos durar até o fim do ano, eu quero formar no ensino médio e fazer um ensino superior público de qualidade". O secundarista ressalta, ainda, a importância da instituição na área. "Ela oferece mais de quatro cursos de exatas, isso profissionaliza a população. É essencial".

Até o fechamento desta matéria nem os organizadores, nem a Polícia Militar tinham a estimativa da quantidade de manifestantes presentes na rua.

 

Seja o primeiro a comentar

Fazer comentário

Acesse sua conta para comentar, é rápido e gratuito.

Inscreva-se na newsletter e receba

conteúdo exclusivo

Digite aqui o que deseja buscar