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Cidades

Complexo Prisional terá laboratórios

Postado em: 22-05-2019 as 06h00
Reunião que definiu mudanças no local aconteceu após denúncias de problemas na saúde dos detentos

Isabela M*

O Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia deve contar em breve com três laboratórios para o diagnóstico de tuberculose em presos do Estado de Goiás. A decisão foi tomada em um encontro entre o Ministério Público, secretarias Estadual e Municipal de Saúde e Diretoria Geral de Administração Penitenciária (DGAP). A reunião aconteceu após denúncias de problemas na saúde dos detentos, inclusive de mortes.

O promotor de Justiça Marcelo Celestino, responsável pelo encontro, informou para uma rádio da Capital que não há um controle na saúde dos detentos que entram na unidade. “Não existe um controle médico de entrada de preso no sistema prisional. Quando a pessoa é presa, é levada para o sistema prisional, não é feito um diagnóstico, não sabe se ele é portador de uma doença contagiosa e é colocado em celas com outras pessoas propagando assim aquela doença”. 

Para ele, um dos pontos seria o controle médico dos presos ao entrarem na unidade. “Ter um prontuário onde o preso ao entrar irá passar por uma avaliação médica para saber dessa demanda e evitar que tenha a contaminação dos demais detentos”.

A superlotação em que vive a unidade é um dos propagadores de doenças. “Há uma situação sanitária muito preocupante. Chegaram notícias de presos que morreram em decorrência de contaminação de tuberculose e temos essa preocupação de desenvolver um projeto emergencial para analisar a situação de contaminação de tuberculose no sistema prisional”, afirma o promotor.

Os três laboratórios serão um projeto entre o MP, DGAP, e Universidade Federal de Goiás (UFG), porém, segundo o promotor, ele pode demorar um pouco a sair, já que está sendo licitado na plataforma do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). “Enquanto esse laboratório não é instalado, esse diagnóstico é feito pela Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida”.

Sistema 

Segundo o promotor, é necessário aprimorar o sistema de diagnóstico. “Hoje como é feito, existem os monitores de ala que são presos de melhor comportamento que tomam a demanda dos demais presos e levam para os agentes prisionais, esses que acionam a gerência de saúde. Esse preso é retirado e é feito o tratamento”. De acordo com o promotor, há uma grande quantidade de encaminhamentos, mas deve melhorar a prestação de serviço de saúde. 

Na reunião ficou definido que ao entrar no sistema prisional, o preso irá passar por uma avaliação e ter um prontuário médico. “Quando o familiar vier ao MP reclamar que o preso não está recebendo medicação, teremos acesso ao prontuário para saber se ele foi atendido ou não, se tem agendamento ou não”.

Conforme explicou o promotor, a demanda que acontecia é em casos em que o detento precisa ser atendido fora da unidade prisional. Em muitos casos, ele não é levado por falta de escolta. “Depois tem que reagendar, demora e é um agravamento da doença. Então colocamos todas as pessoas interessadas e que resolvem a situação para que possamos aprimorar esse tratamento de saúde no sistema prisional”.

Suprimentos

Por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, o Governo de Goiás está reforçando os suprimentos de cama e banho dos adolescentes internados nas unidades do sistema socioeducativo estadual. Uma das unidades a receber o suprimento é o Centro de Internação Provisória (CIP), anexo ao 7ª Batalhão da Polícia Militar, no Jardim Europa, região Sudoeste de Goiânia. 

Foram disponibilizados mil colchões antichamas, lençóis e toalhas, além de itens de higiene, como sabonete, escova e pasta de dente.  O quantitativo será distribuído de acordo com o número de internos de cada unidade, ficando ainda estoque sobressalente. (Isabela Martins é estagiária do Jornal O Hoje sob orientação do editor de Cidades Rhudy Crysthian) 

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