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Número de estagiários cresce em sete anos

Postado em: 17-06-2019 as 06h00
Estágio é oportunidade para jovens ingressarem no mercado de trabalho

Isabela Martins

O número de estagiários no Brasil aumentou de 339 mil em 2010 para 498 mil em 2017, o que representa um crescimento de 47,1%. Goiás aparece na 10ª colocação, com 5,6% de estagiários no país.  Especialistas defendem que para quem faz estágio, essa é uma oportunidade de colocar em prática tudo que aprendeu ao longo do curso e dar o primeiro passo no mercado de trabalho.

Os dados são do estudo Benefícios Econômicos e Sociais do Estágio e da Aprendizagem, do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Segundo o documento, a quantidade de alunos que recebiam bolsa-auxílio caiu de 60,7% em 2010 para 58,7% em 2017. A maior parte dos estagiários cursava o ensino superior, 76,5% em 2017, seguido por bolsistas do ensino médio 20,1% e ensino técnico, 3,4%.

Há quase dois anos a estudante de enfermagem Yanca Matias faz estágio no Hospital do Coração em Goiânia. “Fui chamada por meio de um cadastro realizado no CIEE, onde participei de processos seletivos da instituição para, assim então, ser contratada”. O estágio da jovem na unidade é remunerado, e ela acredita que futuramente possa ser contratada definitivamente. “É uma oportunidade única, que poucos acadêmicos têm, com enriquecimento profissional e pessoal gigantesco. Acredito que em breve serei contratada, apenas esperando concluir o curso”.

Cursos com mais oportunidades 

A pesquisa mostra que os cursos com maior disponibilidade de estagiários são direito, gerenciamento e administração, ciências da educação e engenharia civil. Segundo o estudo, a maior parte dos estagiários em 2007 era do sexo feminino 59,8%. O número se repete em todos os níveis do estágio. Os estagiários do sexo masculino com bolsa-auxílio em 2017 eram 59,2%, enquanto do sexo feminino eram 58,3%. 

Com relação ao valor recebido pelos estagiários, as mulheres ganhavam menos em todos os níveis educacionais. Para estagiários do nível superior, a diferença média em 2017 era de R$ 1.001, o que indica que os homens tinham bolsa 8,9% maior dos que as mulheres. 

De acordo com a supervisora do CIEE-Goiás, Paula Denise, de cada 10 estudantes, seis conseguem ser efetivados no estágio. “Esse tipo de oportunidade contribui para a aprendizagem, para que eles sejam direcionados para o mercado de trabalho, que ele ganhe um salário, ele consegue ter uma condição melhor de vida. E alguns são aproveitados futuramente, eles não ficam só o tempo do programa”, afirma. 

Cresce número de menor aprendiz 

O estudo realizado pelo Benefícios Econômicos e Sociais do Estágio e da Aprendizagem, do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) mostra que o número de jovem aprendiz no Brasil também vem crescendo. Em 2010 eram 193 mil, em 2017 esse número passou para 386 mil. Com relação à remuneração média dos aprendizes, no mesmo período, passou de R$ 395,00 para R$ 634,00. Um crescimento de 60,6%. 

Segundo a supervisora do CIEE, Paula Denise, as empresas deveriam contratar cerca de 5% de aprendizes, mas a realidade é que são contratados apenas 2%.  “Houve um crescimento, mas ainda temos que desenvolver várias ações de conscientização de que é um programa social de inclusão. Ações que fortaleçam essa contratação de jovens para que a gente consiga atingir esse número”. 

O setor que mais concentrava aprendizes em 2017 era o de comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, seguido de indústria da transformação, saúde e serviços sociais. 

A estudante Sarah Oliveira faz parte do time de jovem aprendiz de uma loja de departamento. “Para mim está sendo ótimo. Estou trabalhando de carteira assinada, e ainda consigo conciliar com os estudos”. A jovem fez o cadastro no site do CIEE e foi encaminhada para a vaga onde está há seis meses. (Isabela Martins é estagiária do Jornal O Hoje sob orientação do editor de Cidades Rhudy Crysthian)

 

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