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Férias exigem cuidados em casa para evitar a dengue

Postado em: 19-07-2019 as 09h15
Casos da doença avançaram 40,92% neste ano. Foto: Agência Brasil

Da Redação

Muitas famílias acabam viajando nas férias e se esquecem dos cuidados para a prevenção de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes. Dados da Secretaria da Saúde de Goiás (SES) apontam que as notificações de casos de dengue avançaram 40,92% neste ano, em relação ao mesmo período de 2018. 

No ano passado, até a semana epidemiológica 28 (de 30/12 a 13/07), foi feito o registro de 82.948 casos. Neste ano, 120.612 casos foram notificados. O coordenador de Vigilância e Controle Ambiental de Vetores da Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa) da SES, Marcello Rosa, orienta os moradores a fazerem uma vistoria minuciosa em suas residências, com o objetivo de eliminar os prováveis criadouros do Aedes no período em que o imóvel permanecer fechado.

Além disso, ele aconselha as pessoas que vão se deslocar para as proximidades de grandes cursos d´água, como as cidades que ficam às margens de rios e lagos e municípios litorâneos, a se protegerem com o uso de repelentes para evitar a picada de mosquitos transmissores de doenças.

“É fundamental que as pessoas intensifiquem os cuidados para evitar a ação do Aedes”, sublinha Marcello Rosa. Ele destaca que os repelentes devem ser utilizados principalmente durante o dia, quando o mosquito costuma se alimentar. Estudos mostram que os horários de pico da ação do vetor são entre 6h30 e 9h e das 16h às 18h30.

O produto, acentua o coordenador-geral, também deve ser utilizado em municípios em que há o ecoturismo. “O uso de repelente auxilia a reduzir riscos de contato com vetores de várias arboviroses, como dengue, zika, chikungunya e febre amarela, entre outras”, explica.

Cuidados nas residências

As residências fechadas durante as férias devem ter um cuidado especial, pelo fato de o Aedes aegypti ter a capacidade de se reproduzir nos mais inusitados e impensados lugares. Um criadouro muito comum do inseto é o recipiente de degelo das geladeiras. “Ao viajar, as pessoas devem fazer a limpeza desse compartimento”, pontua. O mesmo cuidado deve ser adotado com os vasos de plantas, vasos sanitários, depósitos de água de umidificadores, ralos de banheiro e sifões das pias da cozinha e do banheiro.

Marcello Rosa explica que todos esses locais, muitas vezes ignorados pelos moradores, são potenciais criadouros do mosquito pelo fato de acumular água, mesmo que em pequena quantidade. O ovo do vetor, em contato com a água parada, leva em média sete dias para se transformar em mosquito adulto. Os quintais das residências também merecem muita atenção. Eles devem se manter limpos, sem qualquer objeto que possa acumular água.

O técnico da SES enfatiza que itens aparentemente inofensivos, como tampinhas de garrafa, pequenas latas e copos plásticos, se transformam, em pouco tempo, em ambientes favoráveis à proliferação do inseto. E, por fim, ressalta que é a atuação do cidadão no âmbito de seu domicílio o fator decisivo para enfrentar, reduzir, e evitar esse perigoso vetor de doenças. 

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