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Gêmeas siamesas recém-nascidas na Bahia chegam à Goiânia

Postado em: 16-08-2019 às 15h23
Laura e Lais já se encontram no Materno-Infantil. O estado de saúde é estável e a alimentação é via oral. A cirurgia ainda não tem data marcada. Foto: divulgação.

Nielton Soares

As gêmeas siamesas recém-nascidas no Piraí do Norte, na Bahia, Laura e Lais chegaram, nesta sexta-feira (16), à Goiânia. As crianças nasceram nessa quinta-feira (15), às 9h48, e estão ligadas pelo abdômen. O transporte foi realizado por viatura Neo Natal do Corpo de Bombeiros de Goiás, tendo apoio médico e enfermeiro do Sistema Integrado de Atendimento ao Trauma e Emergência (SIATE). 

Elas chegaram ainda de madrugada, por volta das 2h, e foram encaminhadas ao Hospital Materno-Infantil (HMI), que é referência nacional nesse procedimento. A mãe das bebês, Liliane Silva dos Santos, de 35 anos, permanece no Hospital e Maternidade Luis Argolo, onde deu a luz à Laura e Lais. A decisão de transferência aconteceu após o parto. Os médicos de lá entraram em contato com o cirurgião pediátrico Zacharias Calil e, assim, foi decido que as crianças seriam transferidas rapidamente para o HMI.

As irmãs nasceram com 36 semanas (pouco mais de oito meses) de gestação. As duas, juntas, pesam 3.798 quilogramas. No momento, elas estão internadas na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal (Ucin). O estado de saúde é estável, e irão começar uma dieta via oral. Por nota, o hospital informou que, por enquanto, a cirurgia não foi marcada. 

Histórico de sucesso

O HMI é a única unidade hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS) em Goiás que está apto a realizar a separação de gêmeos siameses. A instituição pública goiana, até pouco tempo, era também a única do país a realizar esse procedimento. Para se ter ideia, já foram registrados 39 cirurgias de siameses, sendo 18 separações bem sucedidas. 

A primeira história de sucesso foi registrada em 2000. Quando as  gêmeas Larissa e Lorrayne, que eram também unidas pelo abdômen, mas também, pela pelve foram operadas. Os casos registrados pela medicina mundial mostram que, desses procedimentos, apenas um em cada cinco siameses sobrevivem à cirurgia. O índice do HMI, nesses casos, são de quase 50%. 

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