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Pai é condenado a 42 anos de prisão por estuprar e torturar filhos, em Planaltina

Postado em: 31-07-2020 às 11h40
Denúncia aponta que um dos meninos teve orelha cortada e outro, a mão quebrada. Homem também terá que pagar indenização| Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Eduardo Marques

Um homem foi condenado a 42 anos de prisão por estuprar e torturar os filhos, de 10, 12 e 13 anos na época, em Planaltina, no Entorno do Distrito Federal. As violências aconteceram durante dois anos. Segundo o processo, o pai aplicava choque neles, já cortou a orelha de um e quebrou a mão de outro. Diante de todos os maus-tratos, também foi aplicado uma indenização por danos morais.

A sentença foi divulgada na quinta-feira (30). O caso ainda cabe recurso e está em segredo de Justiça. O homem está preso desde 2019 e vai aguardar as próximas etapas do processo no presídio.

Os crimes aconteceram entre 2015 e 2017. Durante esse período, o homem estuprou e torturou a filha, que tinha 10 anos, e também agrediu violentamente os dois irmãos mais velhos.

De acordo com o processo, o homem alegou que as violências físicas com com paus, mangueira e serrote eram pelo fato dos filhos não terem feito alguma atividade doméstica. Em uma das ocasiões, um dos meninos sofreu um corte no crânio e ficou desacordado, enquanto o pai saiu para o trabalho sem identificar a gravidade do ferimento.

Os relatos de tortura são vários e constantes. Os autos narram que o homem provocava choques elétricos nos filhos, colocando fiação desencapada nos dedos dos menores e posteriormente introduzia na rede elétrica. Certa vez, uma das vítimas, ao receber a descarga, ficou desacordada, sendo posteriormente agredida fisicamente pelo réu para que acordasse e fosse submetida a nova sessão de tortura.

Em outra oportunidade, o homem colocou a mão das crianças no fogo, provocando queimaduras. Eram frequentes, também, os castigos físicos, como obrigar os três filhos a ajoelharem nos grãos de feijão e permanecerem na posição entre duas a três horas. 

Outras graves condutas foram praticadas: ele cortou a orelha de um dos filhos com uma faca, provocou enforcamento até promover o desmaio, quebrou a mão de um dos filhos com um cabo de vassoura e amarrou uma garrafa plástica cheia de líquido no órgão genital de um dos filhos. 

Apurou-se, também, que o homem obrigou que as vítimas ingerissem comida estragada, imprópria para o consumo, bem como obrigou os filhos a ingerirem álcool e drogas. Diante da gravidade dos fatos, o juiz Carlos Arthur Ost Alencar afastou o poder familiar do condenado em relação a dois filhos que ainda não atingiram a maioridade, bem como estipulou indenização por danos morais no patamar total de R$ 400 mil.

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