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Cidades

Jovem confessa ter assassinado advogados em Goiânia, diz polícia

Postado em: 31-10-2020 às 12h30
Segundo ele, objetivo era roubar, mas Polícia Civil não descarta outras hipóteses. Pedro Henrique Martins Soares, de 25 anos, foi ouvido na manhã deste sábado e disse que já matou 12 pessoas| Foto: Reprodução/ Polícia Civil

Eduardo Marques

Durante coletiva de imprensa na manhã deste sábado (31) na sede da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás (SSP-GO), em Goiânia, a Polícia Civil (PC) confirmou que Pedro Henrique Martins Soares, de 25 anos, confessou ter matado os advogados Marcus Aprígio Chaves e Frank Alessandro Carvalhaes dentro do escritório deles, em Goiânia. O suspeito foi transferido de avião na manhã de hoje do Tocantins para Goiás. O crime ocorreu na última quarta-feira (28). 

A força-tarefa responsável pela investigação do duplo homicídio prendeu o suspeito na casa da namorada dele, em Porto Nacional, na sexta-feira (30). Segundo o delegado Rhaniel Almeida, que integra a força-tarefa, o suspeito é um dos maiores matadores de aluguel do Tocantins. “Quando questionado quantas pessoas ele já atou, ele nos disse: ‘com esses dois, foram 12”, afirmou o delegado.

O secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, informou que o trabalho da força-tarefa segue para concluir a motivação do crime e possível participação de outras pessoas.

“As investigações vão continuar para saber se tem envolvimento de outras pessoas. A primeira etapa foi concluída, que foi a cena do crime e a identificação dos suspeitos. Agora a segunda etapa é investigar as vertentes do crime. Tem a teoria de latrocínio e teorias de crime de mando”, explicou.

“O suspeito bate na tecla de latrocínio, mas não vamos descartar nenhuma hipótese”, completou.

As investigações indicam que Jaberson Gomes, morto em confronto com a Polícia Militar do Tocantins na sexta-feira (30), foi quem ligou, agendou e monitorou a rotina dos advogados. Segundo Rhaniel, Pedro Henrique foi quem atirou. Ao todo foram quatro tiros: três em uma das vítimas e um na outra.

À polícia, Pedro Henrique afirmou que o objetivo era roubar. De acordo com o delegado Rhaniel, ele e o comparsa Jaberson levaram R$ 2 mil do advogado Marcus Aprígio.

No entanto, o delegado Rilmo Braga, coordenador da força-tarefa e titular da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), afirmou que a PC não descarta nenhuma hipótese quanto à motivação do crime. “Trabalhamos com diversas linhas investigativas”, pontuou.

Segundo Rilmo, não há dúvidas sobre a autoria do crime. “Não há qualquer dúvida de que essa dupla é a dupla de executores. Todos os tipos de provas confirmam isso”, concluiu.

Crime planejado

De acordo com o delegado Rilmo Braga, as provas indicam que o crime foi planejado. "Eles planejaram o crime, mas o motivo ainda permanecerá em sigilo, até porque as investigações ainda estão em andamento", afirmou.

Segundo o investigador Rhaniel Almeida, a dupla chegou a Goiânia no dia 24 de outubro e se hospedou em um hotel no Centro da capital até o dia 28, quando os advogados foram assassinados.

Segundo o depoimento de uma funcionária do escritório, um homem tinha tentado marcar um horário com um dos advogados dias antes, mas não havia disponibilidade na agenda. No dia do crime, um rapaz que se identificou com o mesmo nome da pessoa que fez a ligação anteriormente foi até o escritório acompanhado de um colega. Eles esperaram para serem atendidos.

De acordo com Rhaniel, poucas horas após o crime, a dupla fugiu para Anápolis, onde embarcou em um ônibus com destino a Palmas, no Tocantins e depois foram para Porto Nacional.

Já no dia 30, os policiais goianos estavam no encalço de ambos na cidade tocantinense e conseguiram capturar Pedro Henrique; Jadson, na ocasião, não foi localizado por ter ido ao uma propriedade rural. Ele acabou ficando sabendo da captura do comparsa e se escondeu, mas acabou sendo encontrado pela Polícia Militar tocantinense e foi morto durante confronto.  

A Polícia Civil esclarece que a divulgação da imagem e identificação do preso foi precedida nos termos da Lei n.º 13.869, Portaria n.º 02/2020 – PC, Despacho do Delegado Titular desta unidade, nº 000010828006 e Despacho DIH/DGPC- 09555 dos responsáveis pela investigação, especialmente porque visa a identificação de eventuais crimes outros cometidos pelo suspeito. 

 

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