Cidades

Mulheres protestam em frente ao TRE pelo cumprimento das cotas femininas

Postado em: 26-11-2020 às 11h55
Nas eleições deste ano, sete partidos não cumpriram a cota que estabelece “cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo” - Foto: Reprodução

Igor Afonso

Um grupo de mulheres representantes de diferentes partidos políticos, manifestam na manhã desta quinta-feira (26), em frente ao Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), em Goiânia. A manifestação é em prol do cumprimento da Lei de Cotas para mulheres na política.

Nas eleições deste ano, sete partidos não cumpriram a cota que estabelece “cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo”. Até o momento, nenhum representante do Tribunal recebeu nenhuma das manifestantes.

“Em Goiânia nestas eleições, como amplamente divulgado pela imprensa, se observa a falta de zelo, por parte de alguns partidos políticos, que não efetivaram as candidaturas de mulheres em suas chapas, mesmo conscientes da legislação eleitoral. Para nós é incompatível com a Democracia e a Justiça a utilização dos nomes de mulheres apenas para burlar o registro de vagas. Não basta registrar candidaturas de mulheres e depois não garantir a sua efetiva participação no processo eleitoral. Se houve alguma desistência, indeferimentos ou outros impedimentos de candidaturas de mulheres, estas poderiam ter sido substituídas, em tempo, de forma a não comprometer a lisura e a seriedade dos partidos no pleito eleitoral”, diz o Manifesto.

As manifestantes denunciam ainda que além de negligenciarem a cota feminina “estes partidos também receberam e se utilizaram do Fundo Eleitoral destinado às mulheres de forma incorreta, pois não havia os 30% de Mulheres em suas respectivas chapas”.

A assessoria do TRE-GO informou que a administração não deverá recebê-las, haja vista que, além das eleições figurarem em suas respectivas zonas eleitorais, são os juízes quem devem deliberar sobre o assunto.

Participam do Ato e assinam o manifesto: Comitê Goiano de Direitos Humanos Dom Tomás Balduíno, Núcleo de Estudos e Pesquisas em Direitos Humanos da UFG, Bloco Não é Não, Associação Mulheres na Comunicação, Conselho Estadual da Mulher, Conselho Municipal da Mulher, Grupo Feminista Autônomo Oficina Mulher, Renosp LGBT (Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBT) e Aliança LGBT.

 

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