Cidades

Secretário de saúde de Goiás diz que os próximos 30 dias serão desafiadores

Postado em: 25-01-2021 às 17h20
Para Ismael Alexandrino, lockdown não está em discussão neste momento, porém outras medidas deverão ser adotadas. Entenda | Foto: reprodução

Jordana Ayres

Na tarde desta segunda-feira (25/1) o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), realizou uma live em que se reuniu em uma conferência com prefeitos, parlamentares, empresários e com a sociedade civil para discutir sobre a pandemia da  Covid-19 no Estado. 

O secretário de saúde, Ismael Alexandrino, contou sobre a verdadeira situação que está sendo vivida em Goiás. “Até o dia primeiro de janeiro a taxa de ocupação das UTIs estava em torno de 50%, mas, a partir dessa data, nós temos subido em torno de 1% por dia, de forma sustentável, fazendo com  que hoje, nós estejamos na casa dos  75% de ocupação de UTI e aproximadamente 50% de ocupação em enfermarias. O nosso cenário atual é de uma curva crescente, o nível de contaminação está maior em algumas cidades. O estigma de que só os idosos se contaminam e morrem, caiu por terra”.

De acordo com Ismael, a população não deve entrar em pânico como aconteceu na primeira onda, mas os fatos precisam ser encarados de frente. Os próximos 30 dias, segundo ele, serão desafiadores e para que haja uma amenização no número de casos seguidos de óbitos é importante que novas medidas sejam tomadas, como a implantação da lei seca para combater as aglomerações.

Durante a  reunião, Flúvia Amorim, superintendente de vigilância em saúde, confirma a chegada da segunda onda em Goiás e os municípios com as maiores taxas de aceleração hoje, estão sendo Jataí (a cada um caso na cidade, outro é gerado, ou seja, a cada 100 casos, outros 200 casos novos podem surgir), Trindade em segundo lugar, Goiânia, Aparecida de Goiânia, Rio Verde, Águas Lindas, Luziânia, Valparaíso, Novo Gama, Senador Canedo, Catalão e Itumbiara. 

“A gente tem alguns estudos que apontam que os lugares com maior risco de transmissão são bares. No bar as pessoas se aglomeram, tiram as máscaras e depois que bebem esquecem as medidas de proteção. Uma das minhas propostas é que tenhamos medidas mais restritivas para bares a partir das 20:00 horas. Temos visto eventos com pessoas sem usar nenhuma medida preventiva e sem controle. São propostas para discutirmos, amadurecer, sempre focando que precisamos diminuir a transmissão nesse momento até que a gente consiga vacinar 70% da nossa população”, diz Flúvia. 

 

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