Cidades

Após governador do DF dizer que fecharia divisas com Goiás, Caiado se manifesta

Postado em: 23-02-2021 às 19h00
Governador goiano afirmou que causa "repúdio" ler uma declaração "estapafúrdia" do chefe do ExecutiVo do Distrito Federal | Foto: reprodução

Nathan Sampaio

Após aumento expressivo de mortes e internações causadas pela pandemia de Covid-19 no Brasil durante a segunda onda da doença, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou, nesta terça-feira (23/02), que o governador Ronaldo Caiado (DEM) precisava "assumir o tratamento de pacientes do estado de Goiás". O emedebista chegou a falar no fechamento de divisas para conter o surto da doença.

Em entrevista à coluna Grande Angular, do portal Metropoles, o governador do DF disse que 25% das internações em unidades de terapia intensiva (UTIs) do DF são de pacientes do Entorno, especialmente provenientes de cidades goianas, que realmente vem mostrando aumento de casos. 

Além disso, foi dito que a região vizinha à capital federal está em situação de calamidade e que 89 cidades do estado entraram para a lista dos municípios onde a crise sanitária está agravada. “O Governo de Goiás está negligenciando seus pacientes. Sem leitos e hospitais, transfere a obrigação de cuidar de sua população a nós, do DF. Não me furto a essa missão, mas está chegando a um ponto em que a gente precisa chamar a atenção do governador”, teria dito Ibaneis. 

Prontamente, o governador Ronaldo Caiado divulgou uma nota resposta ao chefe do Executivo do DF, dizendo que suas falas "demonstraram falta de empatia". Confira a nota de Caiado na íntegra: 

"Diante de um momento tão delicado vivido por todos nós, onde a maioria dos governadores se dão as mãos para ajudar os que mais necessitam, causa repúdio e nojo ler uma declaração estapafúrdia do governador do DF, Ibaneis Rocha, de que vai fechar as fronteiras do DF com Goiás. Evidencia a sua falta de empatia e respeito pela vida. Como governador, nunca fiz contas de quantas pessoas já atendi nem o seu local de origem. Eu defendo a vida, acima de tudo! Já cedi medicamentos ao Amapá, recebi pacientes manauaras, atendi pacientes do DF nos hospitais de campanha que montamos em Luziânia e em Formosa com o mesmo respeito que temos pelas vidas dos goianos. Recebi um estado com apenas três cidades com leitos de UTI públicos: Goiânia, Anápolis, Aparecida. Mas criei novos leitos em 12 macrorregiões, entre elas Luziânia e Formosa. Sei que a declaração do governador Ibaneis não condiz com o pensamento de quem mora em Brasília. Essa declaração é de uma pequenez que rima com o seu próprio nome."

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