Cidades

Entregadores podem ganhar espaço de descanso em Goiânia

Postado em: 04-03-2021 às 16h15
A proposta é do vereador Lukas Kitão e tem como objetivo promover aos trabalhadores descanso e acesso a internet | Foto: reprodução

Da Redação

A procura por produtos disponíveis no sistema delivery aumentou durante o isolamento social, provocado pelo novo coronavírus. Durante este período, quando os decretos municipais não permitem o consumo em bares, restaurantes e padarias, os motociclistas e ciclistas passaram a ser mais procurados para atenderem a alta demanda dos pedidos feitos por aplicativos.

Esse mercado de serviços deve se manter em alta, gerando oportunidade de emprego para os trabalhadores que ficaram desempregados desde o início da pandemia. O aumento no número de entregadores levou o vereador Lucas Kitão (PSL) a apresentar o projeto de lei 224/2021, que altera o Código de Posturas de Goiânia, que propõe a criação de espaços públicos para esses trabalhadores. 

O objetivo do vereador é dar aos entregadores do serviço de delivery acesso a um espaço de descanso e de estacionamento em pontos estratégicos da cidade, nos quais eles terão vestiários, sanitários masculinos e femininos, além de acesso à internet e pontos de recargas para celulares. De acordo com o vereador, caso aprovado e sancionado, os espaços serão construídos em parceria com os aplicativos de entrega que atuam em Goiânia.

“O intuito é valorizar esses trabalhadores que estão aumentando vertiginosamente na capital, que estão se arriscando, sem nenhuma ligação trabalhista com as empresas para as quais  prestam serviços, sem nenhum local apropriado para descanso e isso tem gerado insegurança para esses trabalhadores que, muitas vezes, fazem suas refeições nas calçadas, ou até mesmo em cima das suas motos ou bicicletas”, justifica o vereador. 

Aumento de 500%

De acordo com a Corebiz Global, houve um aumento de 77% nas compras por delivery entre os dias 1º e 18 de março, desde a publicação dos primeiros decretos que restringiram o comércio não essencial. Por consequência, aumentou também o número de trabalhadores que fazem entregas por meio dos principais aplicativos. O número de colaboradores cadastrados chegou a crescer mais de 500% durante todo o ano de 2020. 

Nesse trabalho, os entregadores não têm relação trabalhista com as empresas, são, em sua maioria, autônomos, sem direito ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) ou contribuição para Previdência Social, que precisa ser feita por conta própria. “A criação desses pontos servirá como um pequeno incentivo para estes trabalhadores, que terão, pelo menos, segurança em um ponto da cidade”, comenta Kitão.

 

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