Cidades

Câmara de Goiânia derruba veto sobre os medicamentos à base de Canabidiol

Postado em: 07-04-2021 às 17h58
Prefeitura pode adquirir e distribuir os medicamentos a à base de Canabidiol (CDB) ou Tetrahidrocanabidiol pelo SUS | Foto: Reprodução

Da redação

A Câmara Municipal de Goiânia derrubou o veto do ex-prefeito Iris Rezende (MDB), nesta quarta-feira (7), e autorizou a regulamentação e distribuição de medicamentos à base de Canabidiol (CDB) ou Tetrahidrocanabidiol (THC), para pacientes que possuem receita e necessitam desse tipo de tratamento. O projeto permite que a prefeitura adquira e distribua os medicamentos por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). O texto do vereador Lucas Kitão (PSL) foi mantido por unanimidade, com 22 votos favoráveis. 

O medicamento tem sido prescrito para pessoas com neuropatias, dores crônicas e diversas outras doenças. De acordo com o vereador, a promulgação do projeto garante que goianienses com essas enfermidades tenham acesso ao medicamento de forma gratuita, pelo SUS. “Depois de anos de discussão, de audiências públicas em colaboração com entidades sérias do Brasil inteiro conseguimos aprovar esse projeto por unanimidade em Goiânia e precisamos manter essa mobilização”, comentou o vereador.

O diretor-geral da Associação Goiana de Apoio e Pesquisa à Cannabis Medicinal (Agape Medicinal), Yuri Tejota, assegura que a decisão de derrubar o veto é a mais acertada que a Casa tomou porque, de acordo com o diretor, “o reconhecimento do uso terapêutico da cannabis terapêutica será o reconhecimento da sociedade goianiense”.   

“A partir do momento em que o SUS incorpora a possibilidade de terapias com os canabinoides teremos o reconhecimento do nosso Legislativo e do nosso Sistema de Saúde para essa possibilidade terapêutica, que é necessária para muitas famílias. Muitos pacientes não são levados a sério porque o tema é debatido com fatos mentirosos e desinformação”, explicou.   

Segundo o presidente, a derrubada do veto vai trazer a certeza de que a Câmara atua em prol da população e das minorias, que não são poucas. "São pessoas neuropáticas, com dores crônicas, pessoas que sofrem com o transtorno do espectro autista, com câncer e doenças terminais que serão atendidas”, acrescentou.

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