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Para universitários, ensino remoto é um mal necessário que pode melhorar

Postado em: 28-03-2021 às 16h00
Em tempos de pandemia, essa foi a forma escolhida para que as aulas continuassem. Porém, modalidade causa problemas no aprendizado | Foto: reprodução

Luan Monteiro

Com a pandemia causada pelo novo Coronavírus, muitas universidades foram obrigadas a optar pelo ensino remoto com uma forma de continuar o ensino de seus alunos. Porém, neste formato, muitos alunos reclamam da dificuldade de aprender e falta do contato dentro da sala de aula.

Por outro lado, estes mesmos alunos veem a modalidade como única forma de continuar a busca pelo diploma universitário e de se manter a saúde mental, devido a ocupação que pode ajudar a sair do tédio.

A estudante de Artes Visuais na Universidade Federal de Goiás (UFG), Camila Rodrigues, avalia a modalidade em duas partes, o lado ruim, e o lado bom. “Fico dividida em duas opiniões, a primeira é que ensino remoto é péssimo, é muito difícil sentir que aprendemos da mesma forma que presencial. Para cursos como o meu, ter um contato mais vívido com a disciplina faz parte da aprendizagem e com certeza isso será refletido futuramente. Porém, partindo de um lado mais pessoal, mesmo com a ineficiência das aulas online, elas estão sendo fundamentais para encontrar minha turma e manter a saúde mental”, explica.

Para Camila, é difícil encontrar novas abordagens para ajudar o aluno a se sentir melhor em relação às aulas. O que é algo que os professores se esforçam muito para fazer. “É difícil imaginar abordagens diferentes das tomadas pelos professores, que estão se esforçando tanto para ensinar e se adaptar. Mesmo com todos os esforços, sejam vídeos, apresentações, filmes e livros em PDF os alunos nunca se mostram tão interessados quanto presencialmente. O que soma a falta de interesse com desânimo das aulas online é tão difícil para o professor quanto para o aluno, gosto de pensar que qualquer alternativa que possa ser feita para melhorar o ensino remoto”, complementa.

Para a estudante, o melhor momento para que as aulas presenciais voltem é quando grande parte da população estiver imunizada. “Depois que acordamos para a realidade, quando o governo fizer sua parte, quando todos ou quase todos se vacinarem podemos pensar em aulas presenciais. Começando aos poucos, já que as aulas online começaram como uma bomba, sem aviso prévio, pegando todos desprevenidos. O processo de voltar às aulas presenciais pode ser diferente, podemos intercalar as aulas virtuais com as presenciais para os alunos e os professores se adaptarem novamente, o que é essencial. Entretanto, mesmo pensando em como essas aulas vão retornar, acredito que, com a forma que a população e o governo estão lidando com o vírus, essa realidade está longe de acontecer”, completa.

Victor Henrique é estudante de Zootecnia, onde grande parte do curso é prático, e para ele, a volta das aulas presenciais é urgente. “Estamos há um ano sem aulas. Meu curso é prático em sua maioria, sinto que se continuar no formato atual por mais tempo poderá prejudicar tanto a mim quanto a meus colegas no futuro”, explica.

“Estamos no pico da pandemia, e isso causa medo, mas quando estávamos em um período mais confortável, onde bares e shoppings estavam abertos, ainda não fomos permitidos a exercer nossa função de aluno”, completa.

Amanda Mendonça, estudante do terceiro período de Arquitetura e Urbanismo na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), acredita que é possível melhorar a qualidade das aulas, mas inovação é importante. “Avalio o ensino on-line como bem mediano, mas acredito que possa melhorar. Mais interações, com atividades em grupo, para que os alunos possam conversar entre si é um caminho para isso”, explica.

 “Os professores vêm se esforçando e criando dinâmicas, o que é melhor do que a forma mecânica de ficar falando matérias. E isso me ajuda a continuar focada e empenhada na aula”, concluiu.

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