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Cultura
COZINHA DE RAIZ
12/04/2017 | 06h00
Concurso Comida di Buteco agita o mês de abril dos goianos
Nesta edição, a disputa será realizada pela primeira vez em 39 botecos de Goiânia e Aparecida

Bruna Policena

O concurso nacional Comida di Buteco está na sua 18ª edição e, neste ano, em Goiás, participam 39 botecos das cidades de Goiânia e Aparecida de Goiânia.  O período de votação será entre os dias 14 de abril e 14 de maio. São 500 botecos de 20 cidades brasileiras e, a partir dos campeões de cada cidade, o concurso partirá para a disputa nacional a fim de  escolher o melhor boteco do Brasil. Já incorporado ao calendário dos goianos, o concurso se consolida como uma das mais importantes plataformas de fomento, valorização e exposição do boteco e da cozinha brasileira, importante ícone de qualquer cultura nacional.

Logo após o Carnaval, o público já desperta curiosidade sobre o concurso, que já está na agenda pessoal de quem não abre mão de um botequim. O coordenador do Comida di Buteco na Região Centro-Oeste e  no Pará, Elmo Santos, conta que “o público aguarda o mês de abril para saber das novidades dos botecos”. E hoje já é um desejo da organização institucionalizar o concurso como uma data do calendário nacional, já que está na sua 18ª edição e movimenta um público com mais de cinco milhões de pessoas durante as votações. “Chancelar abril como mês do Comida di Buteco é uma das próximas metas”, acrescenta Elmo. 


História

A ideia do concurso surgiu em Belo Horizonte (MG), considerada a capital mundial dos bares, e, a partir de um programa de rádio local, que buscava se comunicar com esse público interessado, os radialistas trouxeram para o quadro um grande chefe de cozinha, chamado Eduardo Maia, para falar sobre essas receitas típicas de bares. Daí surgiu a ideia de fazer um concurso bem mineiro que valorizasse essa comida raiz.

O concurso Comida di Buteco foi criado, em 2000, com a finalidade de resgatar e valorizar a culinária de raiz e os botecos espontâneos/tradicionais. O boteco ‘como a extensão da sua casa’, completa, em 2017, dez anos na capital goiana, que também é muito famosa pela quantidade de  botecos. A vida noturna goianiense é um prato cheio para um concurso como o Comida di Buteco. O evento tem como objetivo transformar vidas por meio da cozinha de raiz e estimular os pequenos estabelecimentos às novas criações. 

Organização

A comissão acompanha os botecos durante o ano inteiro, e os donos dos estabelecimentos que desejam participar também se preparam para o período de inscrições do Comida di Buteco: devem estar em dia com as categorias avaliadas pelo concurso.  Elmo conta que “todo mundo acostuma se programar e fazer melhorias, independentemente da data do evento”. São escolhidos os botecos que têm como característica uma identidade forte, construída pelo seu dono, que não sejam franqueados e tenham um público querido – além dos critérios técnicos da comissão. 

O boteco vencedor de Goiás será conhecido na festa Saideira, prevista para o dia 29 de maio, em Goiânia. Em junho, uma comissão de jurados escolhida, especificamente para essa missão, vai visitar os 20 campeões de cada cidade para eleger ‘o melhor dos melhores’. É como se, agora, o Comida di Buteco tivesse duas etapas: eleição do melhor da cidade, envolvendo público e jurados, e a eleição do melhor do País, validada por outra comissão de jurados que não participou da primeira etapa. O vencedor leva a cidade e o boteco ao pódium da cozinha de raiz do Brasil.

Votação

A comissão é composta por um corpo de jurados, e seus votos têm o peso de 50% nas decisões; a outra metade é avaliada pelo público. Os botecos são avaliados dentro de quatro categorias: o sabor do petisco, o atendimento do estabelecimento, a higiene do espaço e a temperatura da bebida servida. A categoria de maior peso, claro, é o petisco, que precisa transmitir a tradição das comidas de boteco e ao mesmo tempo ser reconhecida pelo público por ter um diferencial. Os preções dos petiscos podem chegar a R$ 25,90.

Na edição do ano passado, a temática foi livre, mas para este ano foi escolhido um ingrediente obrigatório que, de diferentes formas, precisa ser utilizado nos petiscos. O cereal foi escolhido como o tema criativo da vez como uma forma de estimular a pesquisa da cultura gastronômica por parte dos botecos, a criatividade e a pluralidade no uso de recursos e ingredientes e histórias. Não é à toa que os cereais estão em primeiro lugar entre os alimentos mais frequentes na mesa do brasileiro – como arroz, aveia, cevada, linhaça, milho, quinoa e trigo.

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