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Cultura
Cinema
30/03/2018 | 06h00
IV Fronteira Festival: Filmes e Mostras Especiais
Festival será realizado de 12 a 21 de abril, no Cinema Lumière do Banana Shopping, em Goiânia

O IV Fronteira Festival Internacional do Filme Documentário e Experimental será realizado de 12 a 21 de abril de 2018 no Cinema Lumière do Banana Shopping. O festival, desde a primeira edição, dedica-se à exibição de filmes que resistem a formas predominantes da linguagem cinematográfica, questionadores de visões pré-fabricadas de mundo e que oferecem novas formas de ver, pensar e perceber a realidade. 

Seu intuito é exibir filmes em sua maioria inéditos no Brasil, de realizadores contestadores e marginais ao redor do mundo, criando um recorte significativo sobre as questões e movimentos que estruturam o cinema de hoje e como eles apontam seu caminho para o futuro. A programação do festival conta com mostras competitivas internacionais de curta e longa-metragens, mostras especiais, mostra retrospectiva e ações de formação e reflexão como residência de crítica de cinema, workshops, palestras, conversas e sessões comentadas. 

Além das competitivas de curtas e longas-metragens, o festival prevê mostras especiais não competitivas, com comentários de realizadores, professores e críticos de cinema. Integram a programaçãpo deste ano: Atualidade Rossellini, Cineastas na Fronteira – Lee Anne Schmitt + Stephen Broomer, Cadmo e o Dragão, Às Primaveras que Virão, Experimentos da Diáspora Africana, Visões da Destruição, Exibições Especiais e Sessão Especial com acompanhamento ao vivo da Onomatorquestra – além das sessões de abertura e encerramento do evento.

Mostras especiais 

As mostras especiais têm curadoria do pesquisador italiano Adriano Aprà. A mostra Atualidade Rossellini apresenta sete filmes do cineasta, que foi o precursor do Neorrealismo italiano e que redirecionou os debates sobre o próprio cinema e os limites da produção cinematográfica. A mostra Cineastas na Fronteira convida o espectador a viagens memoráveis pela história do mundo através do espírito do cinema, pelo caminho da materialização experimental dos fantasmas das paisagens, da memória e do próprio cinema feito pela norte-americana Lee Ann Schmitt e pelo canadense Stephen Broomer. 

Cadmo e o Dragão é uma mostra permanente dedicada a filmes desobedientes, de temas urgentes e atuais, produzidos em Goiás. “Esta mostra surge como o desenho de uma historiografia possível de um cinema experimental e inventivo produzido em nosso Estado ao longo do tempo. Na busca por renovação, revelamos realizadores cujos olhares se destacam pelo frescor e rebeldia”, define o programador Rafael Parrode, um dos diretores artísticos do festival. 

Estão previstas mostras especiais com recortes particulares e dialógicos. Em  Às Primaveras que Virão, estão programadas as estreias mundiais dos dois novos curtas de Sylvain George, nome decisivo do cinema político francês atual. Compõem ainda a mostra o brasileiro Secundas (Cacá Nazário, 2017), sobre a primavera secundarista de 2016.Na mostra Experimentos da Diáspora Africana traz um conjunto de poéticas pós-coloniais dos negros sobre si, suas imagens e o mundo programada aexibição da cópia restaurada de O Lamento do Jazz (The Cry Of Jazz, EUA, 1959), clássico do cinema negro norte-americano dirigido por Ed Bland.

Saul Levine, um dos mais importantes realizadores da vanguarda norte-americana desde os anos de 1970, faz estreia mundial de seu novo filme, Luz Vazada, Mancha do Amor (Light Lick, Love Stain, EUA, 2018) na mostra Visões da Destruição. Na mesma mostra, um dos grandes nomes do atual cinema independente, o francês, Jean Claude Rousseau, estreia no Brasil com seus curtas Tão Longe Tão Perto (Si loin Si Proche, França / Japão, 2016) e A Vila (La Villa, França, 2017). 

Completam a programação os novos trabalhos de Luis Macías, Carlos Adriano, Scott Barley (Melhor Longa-Metragem na terceira edição do Fronteira), Helena Girón e Samuel Delgado, Anja Dornieden e Juan David Gonzalez Monroy, Jacques Perconte, NazliDinçel, Ryan Ferko e os irmãos Anoushahpour, Fern Silva, YujiKodato, Luis Lopes Carrasco e David Gomez Alzate. Dentre as exibições especiais de longas-metragens de diferentes origens que dialogam com os demais filmes programados para o festival, destacam-se nomes como: Destaque para Hengyoro – Caminhos Estranhos (Hengyoro, Japão, 2017), Protótipo (Prototype, Canadá, 2017), Diários de Classe (2017) e Baixo Centro (2018).

Abertura e encerramento 

A sessão de abertura terá a exibição de 165708, curta de Josephine Massarella (Canadá, 2017), recém-premiado como Melhor Curta-Metragem no Ann Arbor Film Festival, o mais antigo e importante festival de cinema independente e de vanguarda dos Estados Unidos. Após o curta, será exibido o longa Djamilia, de AminatouEchard (França, 2018), que estreia na América Latina com a presença da realizadora francesa conhecida por filmar a vida das mulheres na América Latina e no Oriente Médio. Em seu último dia, será realizada uma sessão especial com a Onomatorquestra, grupo de sonorização e acompanhamento musical de filmes ao vivo conduzido pelo técnico de som, músico e professor de cinema do IFG Guile Martins.

A seleção dos oito longas e 18 curtas-metragens de 20 países para as mostras competitivas demonstra a diversidade de formas do cinema contemporâneo, inclinando-se para o risco e a experimentação que emerge de visões singulares e expressivas ao redor do mundo. O evento é realizado pela Barroca Filmes, com recursos do Fundo Nacional da Cultura, apresentação da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás, Seduce e Governo de Goiás, e patrocínio da rede Cinemas Lumière. O festival conta com a participação de um júri jovem, composto por quatro estudantes de cinema do IFG e da UEG, que vão escolher junto do júri oficial, os melhores filmes da edição. 

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