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Cultura
Consagrados
22/09/2018 | 06h00
Show do século reúne sete das maiores referências do sertanejo
Em um show interativo, histórico e nostálgico, Zezé Di Camargo & Luciano, Eduardo Costa, Leonardo, Chitãozinho & Xororó, Edson & Hudson e Bruno & Marrone

GABRIELLA STARNECK

ESPECIAL PARA O HOJE

Sete das referências do sertanejo raiz reunidas em um único evento para reviver a cultura caipira. Esta é a proposta do espetáculo Histórias – O Show do Século, que será apresentado neste sábado (22), no Estádio Serra Dourada, na Capital. Em um show interativo, histórico e nostálgico, Zezé Di Camargo & Luciano, Eduardo Costa, Leonardo, Chitãozinho & Xororó, Edson & Hudson e Bruno & Marrone se encontram para resgatar às origens sertanejas com sucessos do gênero.

Para completar a programação, o locutor de rodeio Cuiabano Lima, outra referência do estilo, conduzirá o evento com sua voz, peculiar, conhecida pelo público goiano. “É uma grande honra para nós fazer parte do Histórias – O Show do Século com tantos nomes importantes da música sertaneja. Acreditamos que é sempre importante valorizar a nossa música brasileira, principalmente na ‘capital do sertanejo’. Estamos bem animados!”, afirma Xoróro ao Essência. 

Evento 

Histórias – O Show do Século foi idealizado com a proposta de relembrar grandes momentos, ao som de viola, com grandes nomes do sertanejo raiz. O intuito do evento é reviver a música caipira com personalidades que têm longa trajetória no gênero e propriedade para contar uma série de histórias. 

De acordo com a organização do evento, a expectativa é de que mais de 30 mil pessoas compareçam ao espetáculo para assistir de perto a esses ícones, reunidos em um mesmo show. “Não será um evento comum. Os artistas vão relembrar encontros e momentos nostálgicos da carreira. Com tantos novos cantores surgindo, este megashow será um resgate cultural da música sertaneja”, afirma Felipe Câmara, sócio da Box Dream, agência idealizadora do evento.

Eduardo Costa destaca Histórias – O Show do Século como uma acontecimento importante em sua carreira. “Tenho certeza de que essa apresentação marca um momento único, porque reúne, em um mesmo palco, artistas que me inspiraram e que me inspiram”. Outra dupla que vai fazer parte deste grande encontro é Bruno & Marrone. Para eles, este show é especial e cheio de significados: “São artistas que construíram a história da música sertaneja em Goiânia, que é o ‘berço do sertanejo’. Estamos muito felizes em fazer parte disso”. 

Música ‘caipira’ 

Hoje em dia, muito se tem discutido sobre o sertanejo. Críticos musicais, cantores, produtores e uma série de outros profissionais debatem sobre as transformações que o gênero sofreu desde o seu surgimento. Mas, independente das subdivisões e nomenclaturas que definem as diferentes fases do sertanejo, é inegável que, atualmente, esse é um dos estilos musicais mais populares no Brasil. 

O sertanejo ‘invadiu’ rádios, boates, praias – onde geralmente os ritmos predominantes eram o axé e samba –, e, principalmente, o coração dos brasileiros. Chitãozinho conta ao Essência que avalia de forma positiva as transformações que o gênero sofreu ao longo dos anos: “Nós vemos isso com bons olhos. Gostamos sempre de inovar, nos reinventar, e mudanças são positivas para acompanharmos a nova geração”. 

Xororó complementa a fala do parceiro ao afirmar que a influência do urbano na música sertaneja não fez com o estilo perdesse a sua raiz: “Apesar das influências que chegam com as novas gerações, o sertanejo sempre terá sua essência”. Para os integrantes da dupla Chitãozinho & Xororó, é possível coexistir a música raiz com o que chamam de sertanejo universitário: “Acreditamos que há espaço para todos na música”, finaliza Chitãozinho. E, para falar mais sobre o Show do Século e o gênero sertanejo, a dupla Edson & Hudson concedeu uma entrevista ao Essência. Confira abaixo. 

SERVIÇO 

‘História – O Show do Século'

Quando: sábado (22) 

Onde: Estádio Serra Dourada (Av. Fued José Sebba,  nº 1.170, Jardim Goiás – Goiânia)

Entrada: a partir das 18h

Mais informações: https://www.oshowdoseculo.com.br/ 

Entrevista: Edson & Hudson  

Como vocês avaliam o evento ‘História – O Show do Século’?

Edson: Será um encontro inesquecível, um show extraordinário e histórico. Antes de tudo, reunir de amigos que fizeram muito pela música sertaneja e pela música popular brasileira. Cada um em sua vertente, mas defendendo a cultura e a tradição do nosso País. 

Qual a importância de reviver a cultura ‘caipira’ na ‘capital do sertanejo’?

Hudson: Recordar é viver, não é?! Precisamos chamar a atenção das pessoas para a tradição e a cultura que permeia o Brasil. Alguém duvida que o País é realmente sertanejo? Sim, formamos uma nação sertaneja, graças a Deus! Foram anos de luta para levar a nossa música, a nossa cultura aos topos das paradas musicais. E, hoje, cá estamos nós! 

Qual a sensação de participar, juntamente com outros artistas, de um show que enaltece esse estilo musical?

Edson: A melhor sensação possível. São nossos amigos, artistas de que somos fãs! E dividir o palco com eles é realmente uma honra para nós. 

Na opinião de vocês, a influência do urbano na música sertaneja fez com que esse estilo perdesse a sua raiz?

Hudson: O sertanejo não perdeu a sua raiz e nunca irá perder. Tião Carreiro & Pardinho, Chitãozinho & Xororó, Milionário & José Rico, Sérgio Reis, João Mineiro & Marciano, dentre tantos outros, serão lembrados para sempre. Lógico que o gênero evolui, é natural. Mas nós mesmos recentemente gravamos uma música, Te Amei Pra..., uma moda que remete aos nossos tempos de meninos, ainda em Goiás. A raiz está em nós e nos amantes da música sertaneja. Através da evolução, muitas pessoas passaram a conhecer o sertanejo e a buscar músicas e artistas que serão eternos. 

Qual a expectativa para a apresentação do Show do Século?

Edson: Vamos com tudo, Goiânia! Será um show histórico, inesquecível. Nosso repertório está montado e, com certeza, o chão vai ‘tremer’. Preparados? A festa não tem hora para acabar! Estamos chegando para um encontro que ficará para sempre nos corações de vocês. 

Falando mais sobre a dupla, no começo da carreira um dos diferenciais d e vocês foi a inserção de riffs de rock de guitarra que, na época, não eram tão comuns. Vocês acreditam que tal ‘inovação’ apresentada por vocês foi um pontapé para as transformações do sertanejo?

Hudson: Cada um de nós (duplas ou solos) trouxe algo novo e, de certa forma, ajudou a ditar, a transformar o mercado. A nossa mistura era algo diferente para a época. Depois, vieram outros. Acreditamos que influenciamos positivamente na evolução musical do gênero. 

A dupla fez uma pausa durante um tempo. Quando vocês retornaram, houve alguma mudança sonora no trabalho musical por causa das transformações do sertanejo?

Edson: Foi pouco mais de um ano e meio, e tudo passou tão rápido que nem lembramos mais disso – foi um fato que aconteceu há tantos anos. Transformações no trabalho, não (musicalmente falando). Nossa música preza pela qualidade nas linhas de composição e pela sonoridade tão particular. Temos o nosso estilo, e gostamos de gravar aquilo que será eterno.  

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