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Cultura
Cinema
09/10/2018 | 17h15
Goiânia Mostra finaliza com 10 mil pessoas e 13 premiações
A produção pernambucana Guaxuma foi eleita pelo júri por toda delicadeza e maestria no uso e mistura de técnicas para ambientar uma história sobre o crescimento, amizade, o amor e o tempo

Cenas do filme Kbela. (Foto: Divulgação)

Da Redação

A 18ª Goiânia Mostra Curtas terminou no último domingo (7) com a sensação de missão cumprida. A cerimônia de encerramento concedeu 13 troféus aos vencedores. Nesta edição, foram as mulheres que levaram os principais prêmios para casa, com destaque para os curtas-metragens “Guaxuma” (PE), com direção de Nara Normande; “Torre” (SP), de Nádia Mangolini e “Alo Maman”, de Michely Ascari, eleitos os melhores filmes da 18ª Goiânia Mostra Curta. A noite de premiação, realizada no Teatro Goiânia, ainda contou com a performance musical de encerramento do grupo Cocada Coral, que animou a noite de festividade.

A produção pernambucana Guaxuma foi eleita pelo júri por toda delicadeza e maestria no uso e mistura de técnicas para ambientar uma história sobre o crescimento, amizade, o amor e o tempo.   O júri destacou que “Torre” utilizou a animação de forma bela e com uma forte narrativa para lembrar o drama de um passado próximo, a ditadura de 1964. Já o goiano “Alo Maman”, presente na Curta Mostra Goiás, foi eleito o melhor da categoria por tratar da saudade e de questões sociais urgentes, expondo a situação de vulnerabilidade da imigração no cenário atual brasileiro, através de um personagem forte e cativante, além de ter destreza com que rompe as barreiras estéticas e de linguagem entre ficção e documentário

Foram cerca de dez mil pessoas que passaram pelo Teatro Goiânia e na Vila Cultural Cora Coralina, nesses seis dias de festival, para assistir às 14 sessões de cinema em cinco Mostras, que se mantiveram lotadas durante todas as exibições. Ao alcançar a maioridade, o festival reafirmou o caráter de resistência, mobilizando pessoas a refletirem sobre o momento atual do país por meio dos filmes. “Nossa grande intenção é incentivar o cinema nacional, com formação de plateia e oferecimento das atividades formativas para quem trabalha com audiovisual. Há muito tempo não víamos o festival com todas as sessões de cinema cheias, com um público engajado e resistente. A Goiânia Mostra Curtas é uma vitrine da produção nacional, já consolidada no cenário do País, mas que nos surpreende todos os anos com a crescente de público”. A proporção do evento também impressionou, mais uma vez, se mostrando como um dos poucos festivais grandes de cinema gratuitos atualmente no cenário nacional

Foram inscritos 999 filmes e, do total, foram selecionados 77 pela curadoria, entre gêneros variados, como ficção, documentário e experimental. Os curtas-metragens foram exibidos em quatro mostras competitivas – Brasil, Goiás, Animação e Mostrinha – esta última dedicada ao público infantil com o objetivo de promover a educação e diversão nas salas de cinema e estimular o habito de consumo de filmes. Ainda, a Curta Mostra Especial uma especial, com a temática “Gênero e Invenção: tornar-se mulher no cinema de curta-metragem contemporâneo” trouxe reflexão sobre a presença das mulheres nas obras cinematográficas, além de levantar questões como feminicídio, racismo e privilégios.

Espaço para capacitação

Além das sessões de cinema, nesses seis dias de festival, foram realizadas atividades formativas variadas, com nomes consagrados do cinema nacional. Foram oferecidas três consultorias de roteiros, um debate, quatro encontros de realizadores e um lançamento literário.

Durante a agenda, a 18ª Goiânia Mostra Curtas também serviu de palco a Feira Audiovisual, novidade da mostra neste ano, com a participação de mais de mil pessoas ao longo dos três dias. “Esse foi o piloto da Feira Audiovisual, mas sentimos que deu muito certo, o público busca espaços para capacitação e com ela, conseguimos reunir profissionais importantes do Brasil e até convidados internacionais, tudo para fomentar o debate sobre o curta-metragem e criar espaços para formação”, afirma Maria Abdalla.

Com a proposta de ampliar o público de curta-metragem e oferecer um espaço para capacitação e relacionamento, a Feira sediou dois painéis, duas master classes, duas oficinas, cinco encontros de realizadores e lounge de networking,que possibilitou que os participantes pudessem conversar com profissionais já conceituados no mercado cinematográfico de curta-metragem, possibilitando, mais uma vez, a troca de conhecimento. O público participante da Feira Audiovisual avaliou que as atividades oferecidas foram importantes para a formação, já que muitos assuntos em debate não são possíveis na sala de aula.

Premiações

A cerimônia de encerramento designou 13 troféus aos curtas-metragens, por júri oficial e popular, e marcou a entrega de prêmios de incentivo à produção, como serviços de pós-produção, finalização, distribuição, locação de equipamento para filmagens. “A cada ano, vemos mais filmes realizados com insumos oferecidos como prêmios. É gratificante colaborar e fomentar a cultura audiovisual brasileira”, destaca Maria Abdalla. 

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