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Cultura
PREVENÇÃO
10/10/2018 | 06h00
Outubro Rosa também alerta para tumores mamários em cães e gatos
Especialista aponta que contraceptivos hormonais de animais podem causar câncer de mama

GABRIELLA STARNECK

ESPECIAL PARA O HOJE 

O mês de outubro já começou, bem como os programas para conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama em mulheres. Mas você sabia que essa doença também pode acometer animais? A campanha Outubro Rosa também alerta para tumores mamários em cães e gatos. De acordo com dados de hospitais especializados em oncologia de pets, os tumores de mama correspondem a 52% de todos os casos de câncer em cadelas e 17% em gatas.

Segundo a veterinária e secretária do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Goiás, Ingrid Bueno Atayde Machado, como hoje os animais estão vivendo mais do que antigamente, eles também tem desenvolvido outras doenças, como os tumores mamários. “É importante que os tutores estejam atentos para descobrirem a doença no início, quando ainda é possível tratar”, ressalta Ingrid ao Essência. 

Diagnóstico 

A especialista alerta que o inchaço das mamas em cães e gatos é o principal sinal indicativo de que o animal possa estar com tumores mamários: “Esse aumento pode ser liso ou irregular, e, dependendo do tempo, o volume pode ser maior – podendo virar inclusive uma ferida”. Por esse motivo, o diagnóstico de câncer de mama se faz pela observação de nódulos, pólipos ou aumento de volume no tecido mamário. 

Idade e obesidade também são alguns dos fatores de predisposição. A veterinária explica que se os tumores mamários forem ocasionados pelo uso de contraceptivos, a doença pode acometer os pets desde cedo. Já se for por pré-disposição genética, geralmente o câncer se manifesta a partir de 5, 6 anos de idade. 

Prevenção

O uso de anticoncepcionais tem relação direta com a doença, por isso são fortemente contraindiciados, como alerta Ingrid: “Para prevenir os tumores mamários em cães e gatos, o tutor não deve utilizar contraceptivos hormonais, que estão disponíveis no mercado – eles realmente não são seguros, então o melhor é a castração. No caso de gatos, é mais sério ainda, porque o uso de algumas injeções contraceptivas leva ao desenvolvimento de tumores mamários rapidamente. Nas cadelas, pode acontecer, mas nas gatas é mais rápido e grave”. 

A veterinária destaca que uma fêmea castrada antes do primeiro cio tem chances mínimas de desenvolver a doença. Por esse motivo, a castração é um importante método de prevenção. A incidência de tumores mamários em animais castrados antes do primeiro cio é de 0,5%. Já em cadelas castradas após o primeiro cio, o índice aumenta para 8%. E após dois ou mais ciclos, chega a 26%. 

Ingrid Bueno explica que o cio geralmente começa em cães e gatos a partir dos 6 meses, por isso, é importante que a castração seja feita a partir dos 4 meses – idade em que o procedimento pode começar a ser feito. A veterinária ainda destaca que a castração nos pets pode ser feita em qualquer idade, a depender do estado de saúde do animal. “É importante levar os pets ao médico veterinário, pelo menos uma vez por ano, e, depois de 7, pelo menos a cada 6 meses”, ressalta a especialista.

Tratamento 

O tratamento para tumores mamários é cirúrgico. O animal realiza exames pré-anestésicos de sangue, coração, raio-x de tórax e ultrassom de abdômen. Após todos esses procedimentos, é realizada a cirurgia da cadeia mamária acometida (total ou parcial), exame histopatológico (biópsia) do nódulo removido cirurgicamente, seguido ou não de quimioterapia. A necessidade da quimioterapia vai depender do resultado obtido na biópsia, que definirá se o tumor é maligno, e, se for, qual o seu grau de malignidade. O tratamento correto e completo da doença é importante para que a doença não se espalhe para outros órgãos do animal, através de metástases, para gânglios, pulmão, fígado, rins, ossos, coração e pele.

Vale ressaltar que os efeitos da quimioterapia em animais são diferentes do que em humanos. Em sua maioria, os pets não perdem pelo – podendo depender da raça e da droga utilizada – e são raros os casos de algum mal-estar considerável. A quimioterapia pode envolver medicação oral, injetável, diluída em soro ou a combinação de todas essas possibilidades, dependendo do exame histopatológico – grau de malignidade – idade do animal e presença de outras doenças.

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