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Cultura

Professora Selma Parreira ministra palestra na Escola de Artes Visuais

Postado em: 26-06-2019 as 06h00
Segundo a docente, é fundamental que o artista plástico e visual entenda as demandas da sociedade

Guilherme Melo 

A relação entre o artista e o público deve existir em uma conexão direta para que o produto final seja um reflexo de uma realidade. Pensando nisso, o projeto Ciclo de Diálogos da Escola de Artes Visuais apresenta a artista Selma Parreira, nesta quarta (26), às 19h, na Escola de Artes Visuais/Centro Cultural Octo Marques.  

Segundo Selma, é fundamental que o artista plástico e visual entenda as demandas da sociedade. “Precisamos estabelecer uma conexão com o público para entender a sociedade de maneira geral, e levantar aspectos para a nossa produção artística. Por exemplo, é importante saber quando podemos usar uma fotografia, uma colagem ou um vídeo na obra”, explica ela em entrevista ao Essência. 

A pintura surgiu na vida de Selma, por meio de um fascínio das cores e imagens, resultando em quase 40 anos de carreira. “Tudo se resume em uma curiosidade sobre determinados objeto. Sempre tive muita curiosidade sobre as imagens; aquilo me encantava. Quando tinha (cerca de) 8 anos, pedi para meu pai me matricular em uma aula de desenho; depois disso não parei mais”, conta. 

Para Selma, a curiosidade é a força motriz de qualquer artista. “A arte é uma forma de representação da observação da pessoa de um objeto ou de uma situação. A pessoa que não apresenta questionamentos sobre algo, não consegue fazer ‘arte’”, explica.

A artista, que fez recentemente uma exposição individual no MAC/CCON, fala sobre sua trajetória, iniciada na década de 1970, discorrendo sobre as diversas fases pelas quais sua obra passou. “Minhas obras falam, reforçam e intensificam a presença do humano na relação com seu tempo e suas ‘coisas’. 

O projeto Ciclo de Diálogos foi concebido pelo artista e professor da EAV Luiz Mauro, e propõe o compartilhamento de experiências entre artistas atuantes no cenário da arte contemporânea brasileira, residentes em Goiás, com a turma do Ateliê Livre Octo Marques.

Esses encontros surgiram como plataforma de conhecimento do processo de trabalho e da trajetória, do universo contido no dia a dia no ateliê de cada artista, e é aberto ao público. 

(Guilherme Melo é estagiário do jornal O Hoje sob orientação da editora do Essência, Flávia Popov)

 

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