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Economia
Agronegócio Brasileiro
08/04/2017 | 09h10
Com R$ 1,7 bilhão, Tecnoshow Comigo registra recorde de negócios
Feira de tecnologia rural recebeu mais de 102 mil pessoas e já tem data confirmada para 2018

Da redação

Mesmo com os últimos acontecimentos envolvendo o agronegócio brasileiro, que acenderam sinal de alerta no campo, o segmento continua apresentando resultados positivos, incentivando a confiança no produtor e a melhoria da economia do País. Este cenário pode ser conferido na Tecnoshow Comigo 2017, que movimentou mais de R$ 1,7 bilhão em volume de negócios nos cinco dias da feira, número recorde se comparado a anos anteriores – em 2016, o valor registrado foi de R$ 1,3 bilhão e em 2015, R$ 1,1 bilhão. Considerada a maior feira de tecnologia e difusão rural do Centro-Oeste, a Tecnoshow Comigo recebeu público superior a 102 mil pessoas neste ano, tendo ainda a participação de 550 expositores de diferentes setores. Com o sucesso do evento, a Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo) já definiu a data da feira em 2018: será de 9 a 13 de abril, em Rio Verde, e terá como tema ‘Infinitas oportunidades no agronegócio’. 

Segundo o presidente da Comigo, Antonio Chavaglia, a agropecuária tem mostrado que é o setor que sustenta a economia brasileira e os números registrados na feira refletem isso. “Não esperávamos por esse resultado, por causa do momento de apreensão na política e economia. Mas o produtor veio para a feira porque busca melhorar a eficiência e produtividade em campo. Eles adquiriram e investiram em equipamentos, insumos, produtos para suas propriedades. Os expositores ficaram animados com os resultados e a Tecnoshow Comigo se consolida como importante espaço de difusão de tecnologia e conhecimento rural”, afirmou Chavaglia. 

Ele acrescenta que a feira tem se tornado mais importante a cada ano e isso se deve a um conjunto de fatores, que envolvem a dedicação das equipes envolvidas na organização, dos expositores e empresários que vem de todos os lugares do país, sejam pequenos, médios ou grandes, e dos produtores que são responsáveis pela realização dos negócios. “O produtor hoje é desbravador e lutador. Sai de uma safra e já vai para outra. Sabe a importância de investir em técnicas e tecnologias para melhorar sua produtividade. E a feira tem proporcionado tudo isso, por isso alcança importantes resultados como a deste ano”, enfatizou.

Carne Fraca 

Apesar de ser uma feira voltada para apresentar inovações tecnológicas e pesquisas, ampliar conhecimento e servir de vitrine de novidades para o produtor rural, a Tecnoshow Comigo também traz para debate os principais temas que impactam o agronegócio. Durante a abertura do evento, no dia 3 de abril, os discursos das autoridades presentes focaram em duas situações que têm chamado a atenção do segmento nos últimos dias: os desdobramentos da Operação Carne Fraca e a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de considerar constitucional a cobrança do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). 

Presente à solenidade, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi (PP), ressaltou que a Tecnoshow Comigo foi realizada em um período de sinal amarelo para o agro brasileiro. “Se por um lado o produtor é corajoso e arrisca ao confiar no clima todo o investimento que fez em sementes e insumo, por outro, tem ficado refém de situações como a da falha em comunicação da Operação Carne Fraca que colocou em risco todo um mercado sustentado na produção agropecuária”, ressaltou. Além disso, em outro ponto de destaque, o ministro foi enfático ao tratar da questão do Funrural. “Há alguns anos, produtores deixaram de recolher sob liminar e agora aqueles que não tinham a obrigação de fazer o depósito se viram na obrigação de depositar. Mas a conta desse imposto multiplicada por cinco anos, mais a multa deve chegar a um valor de 20% a 25% do faturamento do produtor no último ano. Isso é grave e pode comprometer o produtor que poderia levar muitos anos para se recuperar”, enfatizou.

Blairo Maggi reforçou que apesar do futuro não ser animador, o Brasil e o setor agropecuário já passou por situações piores. “A Tecnoshow Comigo é um evento importante para a inovação tecnológica e mostra que chegamos até aqui pela ciência, pelo conhecimento, pela pesquisa. Isso mostra que se não dermos condições de investimento vamos ficar para trás. A posição do Ministério é a posição dos produtores. É preciso investir, dar fôlego e ‘soltar o garrote’ para que o produtor tenha condições pelo Plano Safra, por um taxa de juros mais adequada. Se não der fôlego, todo o Brasil pagará”, finalizou.

O presidente da Comigo, Antonio Chavaglia, também lembrou da necessidade da redução dos juros para que o produtor que quer investir no agro não fique prejudicado. “Precisamos que os nossos parlamentares olhem pelo agro. Não há como investir e garantir o preço se o juro não acompanhar a queda da taxa Selic”, ressaltou. 

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