14 de dezembro de 2017 - quinta-feira

Euro R$ {{cotacao.valores.EUR.valor| number:3}}    Dólar R$ {{cotacao.valores.USD.valor | number:3}}
{{tempo.cidade}}
{{tempo.previsoes[0].temperatura_min}}° MIN {{tempo.previsoes[0].temperatura_max}}° MÁX
Economia
Há vaga
10/08/2017 | 18h15
Goiânia foi a 5ª cidade brasileira que mais gerou empregos no primeiro semestre
Setor de serviços foi o que mais puxou a criação de vagas nas sete cidades goianas que são destaque entre os 50 municípios brasileiros com maior geração de empregos

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) revelam que Goiás, diferente de outros Estados, está na contramão da atual crise econômica e é destaque na geração de empregos. Entre as 50 cidades brasileiras que mais geraram postos de trabalho neste primeiro semestre, está Goiânia, que foi o quinto município que mais criou vagas no período. Nos seis primeiros meses de 2017, a capital goiana gerou 4.454 oportunidades de trabalho, dessas, 2.839 (63%) vieram do setor de serviços que, inclusive, impulsionou a criação de vagas nesse período.

Além da capital, Cristalina, Goianésia, Rio Verde, Aparecida de Goiânia, Inhumas e Itapaci são outras cidades goianas que estão entre as 50 do Brasil que mais tiveram criação de postos de trabalho no último semestre. Só nesses municípios do interior goiano foram criadas mais de 12 mil vagas, distribuídas entre os setores de serviços, agropecuária e indústria. Contando com as vagas geradas em Goiânia, são 16,5 mil postos de trabalho com carteira assinada surgidos no primeiro semestres deste ano.

O setor de serviços foi o que mais puxou a criação de vagas nas sete cidades goianas que são destaque entre os 50 municípios brasileiros com maior geração de empregos no primeiro semestre de 2017.

Bom para a professora, Ana Lídia Lima Batista, 29 anos, que em janeiro deste ano conseguiu uma vaga numa escola de inglês em Goiânia. Ela conta que  optou por parar de trabalhar em 2015, para cuidar de seu filho recém-nascido. “Queria realmente me dedicar a esse momento importante para o desenvolvimento dele”, conta. Em 2016, voltou a trabalhar em carga reduzida mas acabou sendo demitida junto a outros 21 profissionais, por contenção de despesas do estabelecimento.

A partir de agosto de  2016, ela começou a distribuir currículos e confessa: ficou temerosa em não conseguir uma nova recolocação. A vaga, porém, chegou logo no comecinho de 2017 em uma franquia de escolas de inglês voltada para crianças e adolescentes que iniciou operações em Goiânia neste ano. “Agora voltei com força total”, diz, entusiasmada.

Na escola, foram 10 contratações no início do ano e mais quatro em julho. A diretora do negócio, Gabriela Fleury, disse que enxergou o momento econômico como uma oportunidade para inaugurar a escola, cujo método de ensino para crianças e adolescentes é de alto padrão.  “A crise leva ao aumento das exigências de performance para o setor de serviços e, nesse sentido, acreditamos que qualidade blinda os negócios e até favorece o crescimento”, diz.

A analista de suporte e estudante de engenharia civil Juliana Barreira Santos, de 23 anos, depois de quase dois anos procurando um estágio, em abril deste ano acabou encontrando uma vaga de emprego. “Eu estava só estudando e há quase dois anos estava procurando uma oportunidade. Foi quando fiquei sabendo da vaga de estágio  em uma plataforma de permuta multilaterais. Acabei não passando no processo seletivo para o estágio, mas uma semana depois, eles me ligaram e disseram que eu tinha o perfil para vaga de analista de suporte. Fiquei muito feliz”, conta.

Dalila Melo, de 21 anos, e que trabalha na mesma empresa, também conseguiu uma vaga de emprego no último semestre depois de um ano e meio de procura. “Eu estudo direito e estava a procura de um estágio, mas fiquei sabendo da vaga e resolvi me candidatar. Fiz o processo seletivo e passei. Hoje estou gostando muito do trabalho. É bem diferente de outros trabalhos que tive”, conta a jovem que já teve outras experiências profissionais nas áreas de call center e comércio de roupas.

Ao todo a plataforma fez três contratações nos seis primeiros meses de 2017 e segundo seu diretor geral, Rafael Marques, a crise econômica de certa forma ajudou na expansão da empresa e com isso surgindo a necessidade de ampliar a equipe. “De fato, pelo perfil de negócio da empresa, a crise acabou sendo uma incentivadora desse nosso crescimento, porque nesses momentos de dificuldade econômica, há bem menos circulação do dinheiro oficial e com isso a prática da permuta tende a crescer, como uma forma de economizar e de gerar novos negócios”, afirma o empresário.

Rafael também acredita que empresas que atuam em segmentos mais inovadores como aqueles que envolvem o uso de modernas tecnologias e da Internet, fugindo daqueles ramos mais tradicionais, tendem a crescer mais. “Segmentos empresariais inteiros tendem a sumir em virtude da própria evolução do mundo. Com isso outras atividades inovadoras vão crescendo e a geração de empregos via migrando para esses setores”, avalia.

O empresário também afirma que têm mais chances de conseguir boas oportunidades de trabalho aquele perfil de profissional mais jovem e que tenha a mente aberta para esses novos modelos de negócio. “Profissionais sem vícios e que não tenha pensamentos cartesianos tradicionais tendem a ser absorvido mais facilmente nas organizações, especialmente nessas com um perfil mais inovador”, afirma Rafael. 

Tópicos:  Caged,   empregos,   vagas,   alta,   contratações

Comentário

Comentários

Seja o primeiro a comentar

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.
(62) 3095-8700 / 3095-8722 (dp. comercial)