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Economia
Bolso do consumidor
08/02/2018 | 06h00
Volta às aulas e tarifa dos ônibus pesam na inflação
No grupo de transportes também subiram a passagem de ônibus intermunicipal (9,41), o etanol (2,83%), a gasolina comum (0,45%)

A volta às aulas nas redes pública e privada pesou no bolso dos consumidores goianienses, este ano, e provocou alta de 0,21% no Índice de Preços ao Consumidor (IPC), em janeiro. O grupo educação subiu de 0,30%, registrado em dezembro, para 9,03% no mês passado, pressionado pelos reajustes das mensalidades escolares de 13,32% no ensino fundamental e de 13,13% no ensino médio. O uniforme escolar também teve alta de 15,09%.

A inflação de janeiro, em Goiânia, também foi impactada pela alta da tarifa de ônibus urbano (2,16%), reajuste referente aos dias de vigência naquele mês, já que o reflexo maior será sentido no índice deste mês de fevereiro. No grupo de transportes também subiram a passagem de ônibus intermunicipal (9,41), o etanol (2,83%), a gasolina comum (0,45%) e o óleo diesel (0,57%). No acumulado de 12 meses o IPC está em 3,05%, de acordo com os dados do Instituto Mauro Borges, da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan).

O economista Marcelo Eurico de Sousa, gerente de Pesquisas Sistemáticas e Especiais do IMB/Segplan, lembra que todo início de ano é a mesma coisa. O comércio inflaciona os preços devido à maior demanda por artigos escolares, com a volta às aulas. Como muitas pessoas utilizam os carros para viajarem de férias os preços dos combustíveis também aumentam e os dois grupos – educação e transportes – pesam no IPC.

Os demais grupos de despesas que ajudaram a confirmar o resultado positivo da inflação do mês passado foram artigos residenciais (1,17%), vestuário (0,22%) e comunicação (1,43%). O IPC foi contrabalanceado pelos grupos de habitação (-1,95%), alimentação (-0,54%), saúde e cuidados pessoais (-0,41%) e despesas pessoais (-0,33%) que ajudaram a conter uma alta maior do indicador.

Embora o mês de janeiro seja, tradicionalmente, período de liquidação do comércio, foram registrados aumentos nos preços dos artigos residenciais, como colchão de solteiro (12,02%), da cama de solteiro (8,35%), geladeira (1,38%) e outros. E também nos artigos do vestuário como camisa masculina (8,63%), calça masculina (4,50%), calça infantil (3,40%), chinelo adulto (2,74%) e até na fralda descartável (2,66%). Os serviços de telefonia fixo residencial subiram 1,98%, bem como o aluguel residencial (0,70%) devido a maior procura de imóveis com a volta às aulas.

O grupo alimentação (-0,54%) foi o que mais contribuiu para segurar a inflação de Goiânia, no mês passado. Tiveram quedas as cotações do arroz (-2,92%), do feijão carioca (-4,43%), da carne bovina acém (-5,70%), do pernil suíno (-2,39%), do frango em pedaço (-5,50%) e do apresuntado (-7,08%). O alho diminuiu -13,88%. Também caíram os preços da laranja pera (-8,90%), do pão francês (-1,89%), do óleo de soja (-2,80%) do leite longa vida (-5,99%) e do açúcar (-0,52%). Já na alimentação fora de casa subiram os preços do almoço a peso (0,70%) e do refrigerante 290 ml (-4,33%).

Na saúde e cuidados pessoas foram registradas quedas nos preços dos medicamentos antiácido (-10,06%), anti-inflamatório e antirreumático (-2,24%), calmante (-1,85%) e no exame de laboratório (-2,12%). O corte de cabelo feminino também ficou -6,12% mais barato, bem como os serviços de manicure e pedicure (-3,45%). (IMB/Segplan) 

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