Economia

Comércio da região da 44 vivencia mudanças em decorrência da pandemia

Postado em: 23-02-2021 às 08h25
Um dos problemas enfrentados pelos varejistas é a falta de matéria-prima para produção de mercadorias | Foto: Reprodução

A região da 44, nacionalmente conhecida pela sua grande variedade de comércios varejistas e de atacado, hoje transmite um ar de apreensão por parte de seus empresários e funcionários. Mesmo com um nível de movimentação consideravelmente alto, devido às circunstâncias da covid-19, os comerciantes têm tido que se reinventar para manter o fluxo de vendas e manter suas lojas. Segundo empresários da região, no início de cada ano sempre há uma desestabilizada nas vendas, mas, em 2021, por conta do vírus da Covid-19, a situação foi ainda mais temerosa.

Ao pensar na região se tornou comum aos goianos lembrar, além da grande movimentação, do grande fluxo de visitantes e caravanas de outros estados que vem até o polo fazer compras. Ao contrário dessa cena corriqueira, hoje, considerando o fluxo anterior, nos deparamos com uma movimentação reduzida. Segundo o empresário Agnaldo Caixeta, depois do fechamento do comércio, por quase 3 meses, a reabertura não trouxe o fluxo de antes. Ele conta que, mesmo seguindo os protocolos sanitários, o cliente, tanto do varejo quanto do atacado, está sumido.

Leandro Mascarenhas, também empresário, considera que as lojas abertas estão pagando para trabalhar. O empresário revela que suas vendas caíram em torno de 80% desde o início da pandemia. As preocupações não só vem dos empresários da região, como também de seus clientes. Segundo o varejista Wesley Dourado, os próprios comerciantes que compram da região estão com medo de suas lojas fecharem e estão economizando, deixando de comprar na 44.

Diante dessa situação, os empresários buscam alternativas para manter seu comércio. Dentre as movimentações estão a busca por vendas online. Segundo a empresária, Dorys Day, com a pandemia, ela tem recebido diversas mensagens de seus clientes procurando fazer encomendas online. A demanda, segundo ela, ocorreu pelo medo das clientes de vir até a capital.

Apesar da migração para as vendas digitais serem uma alternativa, a empresária diz enfrentar dificuldades devido ao grande problema com a deslocação e escoamento dos produtos. “Uma cliente de Salvador me contou que fica sem condições de vir até mesmo buscar a mercadoria pois lá na cidade dela foi reduzido o número de vendas. É uma situação que fica difícil para ambas as partes”, afirma Dorys.

Para Leandro, as vendas na internet, apesar de não suprirem todas as necessidades do comerciante, é uma renda que consegue segurar o negócio. Segundo o empresário, antes do período de lockdown ele investiu nessa nova modalidade. Caso haja, novamente, algo parecido, ele confessa que irá partir novamente para as vendas online. Por outro lado, a alternativa, para alguns comerciantes, segundo Wesley Dourado, não tem certa viabilidade devido a capacidade específica cobrada para utilizar as novas tecnologias.

Outro problema enfrentado pelos comerciantes na 44 é a falta de matéria-prima para a produção das mercadorias. Segundo eles, o material está demorando para chegar e quando está em mãos tem uma quantidade muito baixa que é dividida em um número grande de produtores. Os atrasos e faltas estão fazendo com que grande parte deles fique sem previsões para exposição e venda dos produtos. A desatualização das peças, segundo os comerciantes, tem sido um fator, também, que fez com que o fluxo de venda das lojas fosse reduzido.

Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista no Estado de Goiás (Sindilojas-Go), Eduardo Gomes, as perdas de 2020 serão revistas. Para ele, apesar de estarmos passando pela segunda onda da Covid-19, a expectativa para este ano é boa. Com a devida cautela, o presidente projeta uma reação positiva para o cenário econômico da capital. Incluso nessa perspectiva está o reaquecimento das vendas e a expansão das atividades empresariais. Acrescentando que as ações vão depender da aceleração da vacinação, Eduardo, considerando a posição enquanto empresário, diz estar disposto a colaborar com o governo. “O momento é de união, de somar forças contra essa pandemia”, afirma Eduardo.

Como forma de prevenção do contágio do coronavírus, na edição nº 7491, publicada na tarde de segunda-feira (22/02), pelo Diário Oficial da Prefeitura de Goiânia, a região da 44 passará a ter um novo horário de funcionamento. Conforme o decreto, as lojas funcionarão entre às 7h e 15h de quarta-feira à sábado.

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