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Esporte

Lideranças feministas fazem pedidos ao Atlético após chegada de Jean

Postado em: 13-02-2020 às 18h25
Jean convidou as mulheres para uma conversa em particular após a coletiva - Foto: Paulo Marcos/ACG

Felipe André

goleiro Jean foi apresentado na tarde de ontem e contou com ilustres presenças. Mulheres que encabeçam 32 entidades que se intitulam de ‘Coletivo Goiano de Mulheres” e que estiveram presentes no protesto na primeira rodada do Campeonato Goiano, poucos dias após a contratação do atleta, foram convidadas pelo clube a acompanhar as primeiras falas do reforço do Atlético após ser acusado de agressão pela ex-mulher.

“Ele quis conversar conosco. Ele tem 24 anos e mostrou sinceridade, nós sabemos quando uma pessoa está fazendo a cena. Ele mostrou sinceridade, e queríamos agradecer, pois de alguma forma ele dá um bom exemplo, mesmo cometendo o crime que não se justifica, mas se retratando, dizendo que não fará mais e entrando na campanha contra a violência é um excelente exemplo”, ressaltou Cida Alves, de 52 anos e psicóloga, que lidera o movimento.

Cida Alves avaliou a entrevista de Jean como positiva e destacou que o atleta não tentou se justificar de seus atos, mas que pediu desculpas. O Atlético Goianiense se comprometeu a entrar na campanha contra a importunância sexual na época do carnaval.

“Para nós foi muito simbólico, tanto a recepção da diretoria fez ao todo o grupo, ouviu a nossa pauta com muita atenção, todos os nossos pedidos eles se comprometeram. Por parte do Jean sentimos sinceridade no reconhecimento do erro, ele demonstrou humildade e é isso que a gente quer. Entendemos que a masculinidade ela não deve ser associada a violência, mas a integridade, capacidade de reconhecer os erros. Ele deu um bom exemplo de reconhecer o erro, não justificar, e se comprometer a nenhum tipo de violência contra as mulheres e se der tudo certo entrar na nossa campanha ‘Violência Zero contra as Mulheres’”, completou Cida.

As mulheres que lideram o movimento se reuniram com membros da diretoria do Atlético, sem a presença de Jean, para discutir o que poderia ser feito. O Coletivo Goiano de Mulheres realizou então três pedidos, que foram aceitas pelo clube rubro-negro.

“Um assessor fez o contato dizendo que queria conversar conosco e organizamos um encontro coletivo aqui mesmo na sede do Atlético, onde nós mulheres conversamos muito sobre um ídolo e os efeitos quando ele comete violência. Explicamos, mostramos as evidências, o impacto disso no psicológico de quem presencia. No fim nós fizemos três pedidos, o primeiro foi esse de retratação pública, que o Atlético assuma a campanha contra a violência de gênero e a terceira de incentivo ao futebol feminino”, finalizou Cida. 

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