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Mulheres
DJs
22/04/2017 | 06h00
Mulheres que dominam as pistas
Interesse das mulheres neste segmento tem crescimento significativo

Ludmilla Lobo

Elas estão em todos os lugares, inclusive no comando das pick-ups das festas mais badaladas de todo o mundo. Muitas DJs estão mostrando que o talento com a discotecagem não pertence apenas aos homens, e estão ganhando cada vez mais espaço no cenário da música. O interesse das mulheres nesse segmento tem crescido tanto que, em Goiânia, já existem cursos com turmas exclusivas para o sexo feminino.

Além da paixão pela música, a inspiração daquelas que buscam entrar nesse mercado também vem de outras brasileiras que já chegaram longe no cenário musical. A paulistana Eli Iwasa, que tem 36 anos e há 16 anos atua como DJ, é famosa pelo seu estilo que combina techno e house, gêneros da música eletrônica. Atualmente, ela comanda a Club 88, uma das baladas mais famosas de Campinas, em São Paulo. Outro exemplo de sucesso é a DJ Anna, que foi a primeira mulher a levar o prêmio de Melhor DJ Underground da Rio Music Conference. Ela está presente nas baladas mais renomadas da Europa, inclusive nos clubs de Ibiza.

Carreira

A goiana Rayanne Coimbra, de 20 anos, diz como fez a escolha de seguir carreira com DJ. Segunda ela, a profissão veio como resultado de seu grande interesse pela música: “Minha mãe conheceu o produtor musical Daniell Melo, e contou para ele que eu sempre tive vontade de aprender a tocar, mas nunca tive uma oportunidade. Foi quando eu comecei a fazer o curso”.

Sobre o mercado para DJs em Goiânia, Rayanne afirma que ainda existem muitas pessoas com a ideia de que “mulher toca apenas para mulher”, e acabam contratando as DJs somente para eventos com público feminino. Segundo Rayanne, para aquelas que estão começando no setor, trabalhar com um público misto é mais complicado: “As pessoas não conhecem seu trabalho e não te dão a oportunidade de mostrar o que você sabe fazer .”  A DJ ainda relata que o trabalho de quem está começando é desvalorizado, e alguns clientes querem contratar o profissional por um preço que não cobre nem os gastos com os equipamentos. 

Sobre o apoio da família e amigos na profissão, Rayanne diz que sua mãe sempre foi seu principal apoio, tanto emocional, quanto financeiro. “No início, ela pagou tudo, desde o curso, equipamentos, até a gasolina para eu ir aos eventos que eu ainda não tinha recebido o cachê”. Sobre as situações de assédio por ser mulher dentro de um ambiente de maioria masculina, a DJ conta que não dá muita abertura: “Eu sou uma pessoa curta, chego e faço meu trabalho”. Mesmo assim, a DJ percebe alguns olhares e ainda recebe mensagens em redes sociais de “pessoas que pensam que, por sua aparência física e pelo seu trabalho, vão conseguir alguma coisa”.

A DJ goiana completa que tem visto uma nova tendência no mercado: “Estamos vivendo em uma fase em que as mulheres estão priorizando serviços prestados por outras mulheres”. E, na música, não tem sido diferente: quando comparado com os homens, o público feminino valoriza e reconhece muito mais o trabalho de uma DJ. Para aquelas que estão pensando em começar uma carreira, ou estão nos primeiros passos da discotecagem Rayanne aconselha: “Tenha foco e não ligue para as opiniões alheias; críticas sempre vão existir em qualquer área. Tente todas as oportunidades e estude bastante”.

Oportunidade

O fundador do curso de discotecagem exclusivo para mulheres Daniell Melo, da Casa de Música em Goiânia, explica o motivo de ter criado uma turma só para elas:  “O mercado de DJs para mulheres é bem grande, assim como o para homem, mas tem poucas no mercado. Resolvi fazer uma ação e descobri o porquê de a procura ser tão pouca”. Segundo o produtor, as principais razões seriam a falta de tempo e de recursos financeiros, então ele criou uma turma com um valor menor e horário reservado apenas para as meninas.

O curso da Casa de Música é de iniciação à discotecagem, no entanto o produtor afirma que todas já saem de lá tocando. Todas as aulas são práticas com os toca-discos, mas além disso as alunas aprendem sobre a postura profissional e o coleguismo. Sobre o ambiente de aprendizado entre as mulheres, Daniell afirma que as alunas se sentem mais à vontade entre elas mesmas. “Lá, podem falar o que quiser, sem se preocupar com o comentário de homens”.

O produtor lembrou que o curso é para mulheres que nunca tiveram contato com o mundo da mixagem e que as aulas começam ‘do zero’. Para as que já são DJs, existem cursos de aperfeiçoamento e reciclagem. Para mais informações sobre o curso, interessadas podem acessar a página da produtora.

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