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Mulheres
Defesa
28/10/2017 | 11h15
Inscrições para segunda edição do “Elas nas Exatas” se encerram neste sábado
Edital selecionará dez projetos que possam atuar na promoção de equidade de gênero e superação de estereótipos nas escolas públicas de Ensino Médio de todo o país

Até o dia de hoje (28), as escolas públicas de Ensino Médio e organizações sociais que se dedicam à promoção da educação, defesa dos direitos das mulheres e/ou direitos humanos, de todo o Brasil, poderão inscrever projetos no II Edital Gestão Escolar para Equidade: Elas nas Exatas. O objetivo do edital é apoiar técnica e financeiramente iniciativas de educação que incentivem as jovens do Ensino Médio a se interessarem pelas áreas de exatas e ciências tecnológicas, atuem na promoção de equidade de gênero e busquem superar os estereótipos nas escolas públicas.

O edital é uma iniciativa do ELAS Fundo de Investimento Social, Fundação Carlos Chagas e Instituto Unibanco, e conta, nesta edição, com a participação da ONU Mulheres. A iniciativa também contribui com a “Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável” da ONU que lista 17 objetivos a serem implementados por todos os países nos próximos 15 anos, entre eles “assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade para todas e todos” e “alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas”.

Preconceito

O campo das ciências exatas e tecnológicas (matemática, física, química, estatística, computação, tecnologia e ciências naturais) ainda é ocupado majoritariamente por homens, apesar de as mulheres serem maioria entre os estudantes no Ensino Superior. Em 2016, por exemplo, quase metade dos aprovados no processo seletivo da Fuvest, para as principais faculdades de São Paulo, eram mulheres. Porém, a participação delas nos cursos de ciências exatas não a chega a um em cada cinco estudantes. Apenas 18% são mulheres na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e 23%2, na Física.

O aspecto sociocultural tem forte influência na escolha das carreiras, pois tende a atribuir comportamentos e atitudes diferentes conforme o gênero. A Unesco apontou essa questão no relatório mundial Gender and Education for All: The Leap to Equality, de 2007, e mostrou que as meninas não buscam as ciências exatas, as tecnologias e os estudos técnicos na mesma proporção que os adolescentes do sexo masculino, embora haja variação por área temática e por país. Esse comportamento seria alimentado por ações que ocorrem tanto na escola como na própria família e resultaria em desigualdade de acesso a recursos técnicos e financeiros para a formação de mulheres nessas áreas.

O relatório da Unesco relata ainda que esse contexto influencia o interesse e a autoconfiança na capacidade de sucesso das estudantes e que as mulheres bem-sucedidas nas áreas das ciências exatas são pouco conhecidas e vistas como exceções. Neste sentido, a escola tem papel fundamental na sociedade como espaço de socialização, formação e disseminação de valores.

Participação

Para participar do II Edital Elas nas Exatas é necessário que os projetos sejam realizados em parceria com uma escola pública de Ensino Médio e com envolvimento da gestão escolar. A parceria deve ser comprovada por meio de carta assinada pelo/a gestor/a da escola, atestando seu envolvimento e o compromisso na execução do projeto.

Podem inscrever projetos no II Edital Elas nas Exatas associações legalmente constituídas e representativas de escolas públicas de todo o Brasil, como Associações de Pais e Mestres, além de organizações de feministas, de mulheres ou mistas ou grupos e/ou coletivos de mulheres ou mistos, de feministas, de estudantes, em parceria com escolas públicas. É fundamental que associações, organizações e grupos tenham experiência tanto na área de educação quanto em equidade de gênero. O projeto também deverá ser coordenado por uma mulher.

2018

O Edital atua com a metodologia de identificar, monitorar e avaliar os projetos selecionados e produzir conhecimento. A expectativa é identificar experiências promissoras, que poderão contribuir para a elaboração e o desenvolvimento de políticas públicas educacionais para equidade de gênero nas ciências exatas e tecnológicas.

Os projetos selecionados deverão ser executados em até dez meses (de Fevereiro a Novembro de 2018). Cada um receberá até R$ 35 mil e contará com apoio técnico. Os critérios de seleção são: ações pertinentes ao objetivo do edital; adequação da metodologia e aplicação dos recursos; viabilidade técnica; alcance na comunidade escolar e impacto social local; inovação; e potencial para ser replicado em outras escolas.

A seleção será feita pelo Comitê de Seleção do Fundo ELAS e representantes do Instituto Unibanco, Fundação Carlos Chagas e ONU Mulheres. Os interessados deverão preencher o “Formulário para Solicitação de Apoio a Projetos”, que pode ser acessado no site do Instituto Unibanco ou no edital, e enviar pelos Correios (Rua Hans Staden, 21 - Botafogo, CEP 22281-060 - Rio de Janeiro (RJ) – Brasil).

Foto: Reprodução

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