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08/03/2018 | 12h30
Aumenta demanda de contraceptivos de emergência entre as mulheres do Brasil
Os dados revelam que a quantidade de contraceptivos de emergência, conhecidos também como “pílulas do dia seguinte”, comercializados em farmácias e drogarias brasileiras cresceu 445% em dez anos

Em uma década, o número de doses de contraceptivos vendidos para prevenir gravidez após a relação sexual aumentou 445% no Brasil. Ginecologista avalia que alto índice de uso da pílula do dia seguinte se deve à falta de informação

A quantidade de contraceptivos de emergência, conhecidos também como “pílulas do dia seguinte”, comercializados em farmácias e drogarias brasileiras cresceu 445% em dez anos. Passou de 1,976 milhão de doses em 2003 para 10,778 milhões em 2013, segundo dados reunidos na publicação Panorama da Contracepção de Emergência no Brasil, do Instituto de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Em Goiás, só em 2013, foram vendidas mais de 500 mil doses, o maior montante entre os Estados do Centro-Oeste. A gerente farmacêutica da Drogaria Santa Marta Helisley Regina Gonçalves Ferreira diz que o aumento do uso da pílula do dia seguinte preocupa.

A anticoncepção de emergência é um método anticonceptivo que visa prevenir a gestação após a relação sexual. Ele utiliza compostos hormonais concentrados e atua por curto período de tempo nos dias seguintes da relação. De acordo com informações do Ministério da Saúde, diferente de outros anticonceptivos que atuam na prevenção da gravidez antes ou durante a relação sexual, a pílula do dia seguinte tem indicação reservada a situações especiais ou de exceção, com o objetivo de prevenir gravidez inoportuna ou indesejada, a exemplo de situações de emergência, como casos de abuso sexual ou de falhas de outros métodos contraceptivos.

Segundo a farmacêutica Helisley Regina, na unidade em que trabalha foram vendidas, em um único mês, 45 doses do contraceptivo de emergência. “Geralmente, 50% das mulheres que vêm comprar é porque esqueceram de tomar a pílula anticoncepcional e têm medo de engravidar. A outra metade toma o anticoncepcional mais a pílula”, informa.

Na Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS), de 2006, 12% das mulheres de 15 a 49 anos, sexualmente ativas, que já haviam utilizado um método contraceptivo moderno alguma vez, afirmaram já ter usado a contracepção de emergência. Esse porcentual sobe para 23,2% se for considerada apenas as mulheres solteiras.

Segundo a ginecologista Sandra Portella, normalmente uma pílula convencional, de uso contínuo, possui eficácia de 99%. A pílula de emergência tem eficácia de 94%, sendo um anticoncepcional de eficácia menor. Se a paciente faz uso repetido, como usar novamente após uma semana, o efeito vai baixando para 92%. Em relação aos possíveis efeitos colaterais, a médica informa ser uma dosagem grande de hormônio que se toma de uma vez só, o que vai alterar o ciclo menstrual e provocar sintomas como retenção de líquido, dor nas mamas e inchaço.

A ginecologista considera que “o alto índice de uso da pílula de emergência se deve à falta de informação e ao não entendimento das pessoas da necessidade de prevenção, de usar camisinha, ou de passar em consulta com o médico e solicitar anticoncepcional oral ou injetável. Além disso, diz Sandra, deve-se a falta de conversa entre a paciente e o médico, na qual a mulher pode entender a existência de vários métodos anticoncepcionais e saber que pode se sentir melhor com alguns, assim como se adaptar a outros. “É necessária uma consulta para que a paciente possa entender os prós e contras de cada um”.

De acordo informativo Anticoncepção de Emergência, do Ministério da Saúde, de 2011, apesar de existirem diferentes métodos anticonceptivos, a incidência da gravidez indesejada ainda é muito elevada em todo o mundo, particularmente em países em desenvolvimento devido necessidades não satisfeitas de planejamento familiar, por falta de acesso a métodos anticonceptivos apropriados ou por informação e apoio insuficientes para utilizá-los e também porque todos os métodos anticonceptivos podem falhar.

No Brasil, o acesso das mulheres à contracepção de emergência foi aprovado em 1996 e a assistência à saúde sexual e reprodutiva de mulheres no Sistema Único de Saúde do Brasil está prevista na Política Nacional de Assistência Integral à Saúde da Mulher. As pílulas do dia seguinte não exigem receita médica. 

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