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Mundo
Odebrecht
11/08/2017 | 15h35
Presidente da Colômbia é notificado para depor no caso
Depoimento do chefe de Estado não será presencial, mas através de um questionário que será enviado pela Suprema Corte

A Suprema Corte de Justiça da Colômbia notificou o presidente do país, Juan Manuel Santos, para depor dentro da investigação preliminar que se segue contra o senador governista Bernardo Miguel Elías Náder pelo caso de subornos da Odebrecht, informou hoje (11) o tribunal.

Uma fonte da Corte disse à Agência Efe que Santos e outros ministros do seu gabinete “serão chamados para depor como testemunhas dentro do processo” contra o político do departamento caribenho de Córdoba, detido ontem em Bogotá por ordem do Supremo. O depoimento do chefe de Estado não será presencial, mas através de um questionário que será enviado pela Suprema Corte, explicou a fonte.

O ministro do Interior colombiano, Guillermo Rivera, assegurou hoje que o presidente Santos e os membros do seu gabinete atenderão à citação do Supremo. “O governo atenderá aos requerimentos da Justiça”, disse o ministro a jornalistas, acrescentando que “este foi um governo que se caracterizou por ser respeitoso da administração da justiça e, como em todos os casos, está pronto a dar resposta”.

Meios de comunicação locais indicaram que a Corte Suprema de Justiça decidiu coletar o depoimento de Santos e vários ministros e ex-ministros a pedido da defesa de Elías para averiguar como se assinou com a Odebrecht o contrato para a construção da via Ocaña-Gamarra, na Ruta del Sol II.

No processo também prestarão depoimento os ministros de Fazenda, Mauricio Cárdenas; de Agricultura, Aurelio Iragorri, e a chanceler, María Ángela Holguín. Também falarão à Justiça o ex-vice-presidente Germán Vargas Lleras, os ex-ministros de Interior, Juan Fernando Cristo, de Defesa, Juan Carlos Pinzón, de Minas, Tomás González, e de Educação Ginna Parody, entre outros.

As provas enviadas à Suprema Corte de Justiça indicam que o grupo político do senador, conhecido como “Bobo” Elías, supostamente recebeu cerca de 17 bilhões de pesos (US$ 5,6 milhões) provenientes das propinas relacionadas com contratos da construtora brasileira.

Pelo caso da Odebrecht na Colômbia foram detidos o ex-vice-ministro de Transporte, Gabriel García Morales, o ex-senador Otto Bula e o ex-assessor da Agência Nacional de Infraestrutura, Juan Sebastián Correa, além de vários empresários.

A primeira condenação pelo caso Odebrecht na Colômbia foi uma de sete anos contra o empresário Enrique Ghisays Manzur pelos delitos de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.

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