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02/10/2018 | 06h00
Bombardeios russos matam quase 8 mil civis na Síria em 3 anos
Além dos civis, de acordo com o observatório, 4.875 combatentes de facções rebeldes e islamitas que operam em território sírio morreram nos ataques

Uma apuração publicada neste domingo pela Organização Não Governamental Observatório Sírio de Direitos Humanos revelou que pelo menos 7.988 civis, sendo 1.936 menores de idade, morreram em bombardeios da aviação russa desde o início de sua intervenção militar na Síria, em 30 de setembro de 2015.

Além dos civis, de acordo com o observatório, 4.875 combatentes de facções rebeldes e islamitas que operam em território sírio morreram nos ataques, assim como 5.233 jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI), o que eleva o total de pessoas mortas desde que a Rússia entrou no conflito civil a 18.096.

A Rússia apoia as tropas governamentais do presidente sírio Bashar al-Assad, que, com sua cobertura, expandiram o controle do território a 60%, enquanto as facções insurgentes dominam atualmente 8,7% do país, com força maior na região de Idlib (norte), segundo o observatório.

Ofensiva

O Exército sírio preparava uma ofensiva contra Idlib e algumas áreas das províncias de Hama, Latakia e Aleppo, o último reduto opositor ao regime no país, mas suspendeu após o acordo alcançado entre Turquia e Rússia no dia 17 de setembro.

Esse plano contempla a criação de uma área desmilitarizada de até 20 quilômetros e que dividirá as posições das tropas governamentais e da oposição armada, apoiada pela Turquia.

O observatório, que tem sede no Reino Unido, mas que conta com ampla rede de colaboradores na Síria, ainda informou que o Estado Islâmico controla 2,7% do país e está concentrado no deserto.

De acordo com o mesmo observatório, recentemente aviões russos usaram em seus ataques uma substância chamada Termite, composta de pó de alumínio e óxido de ferro, que provoca queimaduras graves porque, depois lançada, sua combustão dura três minutos.

Ontem (1º), a Rússia informou que 112 soldados seus morreram nos três anos de intervenção militar. (Agência Brasil)

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