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Política
Município
17/02/2017 | 06h00
Sem líder na Câmara, Iris sofre primeira derrota
Por 26 votos a zero, o plenário derrubou veto do peemedebista ao projeto de lei de Anselmo Pereira

Venceslau Pimentel

À frente da prefeitura a apenas 45 dias, o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), sofreu ontem a sua primeira derrota na Câmara de Vereadores. Por 26 votos a zero, o plenário derrubou veto do peemedebista aposto ao projeto de lei do tucano Anselmo Pereira, que trata da permissão de uso de uma área de 2 mil metros quadrados ao Templo Ejano do Amanhecer, no residencial Vale do Araguaia.

Pereira disse não ter entendido o motivo do veto do prefeito. “Trata-se de uma obra de cunho eminentemente social, voltado aos jovens, especialmente os viciados em drogas. Foi um equívoco esse veto", disse. Para o tucano, há um vácuo na Câmara pela ausência de um líder do prefeito. “Nunca uma situação dessa”, observou, que detém nove mandatos na Casa.

Deixar a função de líder do Executivo vaga por mais de 15 dias é, para Pereira, “um pecado imperdoável” porque afeta as relações entre os dois poderes. “Como é que o Poder Executivo já não escolheu o líder do prefeito, para que ele tenha a habilidade de convergir os interesses do Executivo em relação às boas matérias”, indagou.

Anselmo Pereira também considerou um erro do Executivo se desfazer da Secretaria parlamentar, que servia de interlocutora com a Câmara. “Conselho não se dá, mas se orienta. É de bom alvitre que o Executivo, imediatamente, nomeie o seu líder e também indique o secretario legislativo, que vai restabelecer a relação entre o Poder Executivo e o Legislativo”.

Na ausência de um representante oficial do prefeito, em que pese ele ter maioria na Casa, o vereador tucano se sentiu à vontade para articular a derrubada do veto ao seu projeto. “Eu trabalhei para derrubar o veto, e assim vai acontecer com todos os outros, porque falta a liderança do prefeito para reunir com os líderes partidários, para, às vezes até nos convencer. Como não tem, a Câmara vai exercitar o seu poder de derrubada de vetos”, avisou.

Líder do bloco parlamentar que se propõe a ser independente, Lucas Kitão (PSL) também considera que a falta de um líder do Executivo prejudica as relações entre os dois poderes. “É importante que o prefeito tenha um líder, até para que a gente dialogue e entenda também as necessidades da administração pública”, ponderou.  

Ao comentar sobre a posição do bloco – que é formado por seis vereadores –, que votou em peso para derrubar o veto, Kitão explicou que a decisão foi tomada a partir de uma discussão interna, dentro do entendimento de que o projeto de Anselmo Pereira beneficia a entidade, que desenvolve um trabalho social importante. “Iniciativas como essas, que beneficiam a cidade, terão sempre o nosso apoio, independente de lado, de partido, do prefeito, de ser oposição, até porque o nosso bloco tem a independência como perfil”.

Cotado para assumir a função de líder de Iris na Câmara, Clécio Alves (PMDB) disse que não vai brigar para ocupar a função ser líder, pro ser de foro pessoal do prefeito. “Não acho que esteja passando da hora”, disse. “Pode parecer desconforto, mas quem tem de definir é o prefeito, de forma unilateral, escolhendo uma pessoa em que sinta confiabilidade. Não estou atrás disso (da liderança) e nem conversei com ele (o prefeito) sobre isso. Quem for escolhido terá o meu apoio”. 

Andrey minimiza indefinição do prefeito 

Presidente da Câmara, Andrey Azeredo (PMDB) disse considerar importante a presença do líder do prefeito, mas procurou minimizar o impacto da não escolha do vereador aliado a ocupar a função. “Primeiro, cada vereador segue as suas convicções e aquilo a que se propôs durante a campanha eleitoral de como vai se portar nos quatros anos de seu mandato”, salientou.

Azeredo frisou que Iris vem discutindo o assunto e que, no momento apropriado, comunicará à mesa diretora sobre a sua decisão. “Até que se isso ocorra, as bancadas têm se posicionado, e também a presidência, como é de praxe, e o faremos em todos os momentos no exercício do mandato”, pontuou o presidente, que no momento da votação do veto, transitava pelo plenário conversando com vereadores. O processo foi conduzido por Juarez Lopes (PTB) que, assim como Azeredo, não fez nenhum tipo de orientação à base aliada.

De acordo com Andrey Azeredo, em que pese a falta de definição do líder do prefeito, há, sim, uma interlocução que é feita pelo secretário de Governo, Samuel Almeida. “Ele tem esse papel e tem se colocado à disposição, assim como à disposição o próprio prefeito”.

O vereador Paulo Magalhães (PSD), que é da base de apoio do prefeito, opina que Paulinho Graus (PDT) pode aceitar a liderança, função que, segundo ele, não aceitaria em hipótese alguma, e nem mesmo Clécio Alves. "Eu não aceitaria por preço nenhum, porque é uma liderança que vai pesar muito", disse.

 

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