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Política
Opinião
17/04/2017 | 08h00
Coluna Xadrez: Delatores detalham repasses a Daniel e Maguito

Rubens Salomão

Vídeos das delações premiadas de executivos da Odebrecht junto à força tarefa da Operação Lava Jato, divulgados neste fim de semana, apontam detalhes de como doações eleitorais em caixa dois teriam sido realizadas ao ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, e ao filho dele, deputado federal Daniel Vilela (ambos do PMDB). Na semana anterior, vídeos de cinco delatores apontaram como teriam sido feitos os repasses a Marconi Perillo (PSDB), Iris Rezende (PMDB) e Demóstenes Torres. O ex-executivo Alexandre Barradas contouem depoimento ao MPF que a empreiteira estudava projetos em Goiás com destaque para os municípios do Entorno do DF, e buscava formar uma “rede positiva” entre os maiores políticos do estado para que houvesse “vontade política para projetos pontuais ou até privatizações”. Segundo Alexandre, o ex-secretário de Fazenda de Aparecida de Goiânia, Carlos Eduardo, teria pedido doação de R$ 2 milhões a Maguito, mas a empresa teria efetivado pagamento de R$ 500 mil na campanha de 2012.

Solicitação

Barradas conta que teria recebido pedido de Maguito para doação à campanha de Daniel Vilela, em 2014. O deputado diz que o depoimento confirma que ele nunca teve contato com os delatores e nem recebeu recursos de forma ilegal.

Nada a ver

Já Maguito diz que causa “estranheza” o conteúdo dessas delações. Ele confirma que recebeu, uma vez, um grupo da Odebrecht para tratar sobre a subdelegação, mas relata que nunca pediu doação ou tratou de qualquer tema desta natureza.

CPI dos Shows

O deputado estadual Humberto Aidar (PT) conseguiu mais que o número mínimo de assinaturas em requerimento que pede a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a contratação de shows musicais em Goiás. São necessárias 12 assinaturas para que a comissão seja instalada pela Mesa Diretora, mas 15 deputados já manifestaram apoio formal.  Além dos 11 da oposição, quatro parlamentares da base do governo assinaram o documento. São eles: Diego Sorgatto e Lissauer Vieira (PSB), Claudio Meirelles (PR) e Marquinho Palmerston (PSDB). “Temos muitas denúncias para apurar e vamos dar a oportunidade para que a direção da Goiás Turismo possa se explicar aqui na Assembleia. São muitas situações absurdas, principalmente pelo interior”, aponta Aidar. “Parte da base é a favor, mas a Casa já tem uma pauta bem extensa. Essa matéria já está sendo investigada pelo Ministério Público e pelo TCE e a CPI tem uma temática política. Outros órgãos têm mais expertise para fazer essa apuração”, rebate Simeyzon Silveira (PSC).

Cômico ou trágico?

Michel Temer disse que entende e compartilha a indignação dos brasileiros com o conteúdo das delações da Odebrecht e que já esperava uma lista “robusta” de pessoas citadas pelos ex-executivos da empresa.

Espelho meu

Detalhe: Temer é citado nos inquéritos por vários delatores, mas a PGR não o inclui entre os investigados devido à “imunidade temporária”. Ele não pode ser investigado por crimes que não decorrem do exercício do mandato. Pois é.

Faculdade militar

O ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM/PE) assinou portaria que credencia a Faculdade da Polícia Militar de Goiás, a ser instalada na Rua T 48, Setor Oeste, em Goiânia. A faculdade será mantida pela Fundação Tiradentes.

Cursos e vestibular

Cursos superiores de Enfermagem e Biomedicina, além do técnico em Segurança Pública devem começar nos próximos meses; Direito seria para o segundo semestre.

Ameaça

Entidades classistas de policiais militares e bombeiros se reúnem hoje para decidir as próximas ações contra a PEC do Teto de Gastos, que manterá cortes à categoria no relatório a ser apresentado nesta terça-feira (18).

Possibilidades

São consideradas a ‘operação tartaruga’, em que o trabalho é quase paralisado, ou ‘operação legalidade’, quando há intensificação. “Já imaginou se a gente passa a parar todos os ônibus coletivos, por exemplo?”, aventa o vereador Cabo Senna (Unimil).

Plano B

Ganhou força nos bastidores da base aliada a tese de que o presidente da Alego, José Vitti (PSDB), poderia ser o candidato ao governo. A possibilidade seria de um plano B, no caso de desistência ou inviabilidade do pré-candidato José Eliton (PSDB).

Que honra!

“Isso é especulação. Fico muito feliz por ser lembrado como segundo meio de tanta gente. Estou pronto na base para qualquer discussão se não conseguirmos viabilizar nosso plano A, que continuará sendo o doutor José Eliton”, afirmou Vitti à Xadrez. 

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