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Política

Coluna Xadrez: Jayme Rincón avalia delações como “assunto superado”

Postado em: 07-06-2017 às 08h50

A citação do presidente da Agetop, Jayme Rincón, e do governador Marconi Perillo em depoimentos de delatores da operação Lava Jato, ligados a empreiteira Odebrecht ou à JBS, é avaliada como “assunto superado” entre lideranças políticas da base do governo tucano. Para Jayme, “as citações foram até elogiosas, porque nos dois casos ficou claro que não houve contrapartida, benefício ou indicação de propina a quem quer que seja”, com afirmou à Xadrez. Rincón coordenou a campanha de 2010 de Perillo e aponta que, mesmo tendo recebido doações das duas empresas, não houve pagamento por nenhum tipo de favorecimento. “Na delação da Odebrecht eles deixaram claro que não houve benefício do estado em relação a eles. No caso da JBS, a citação foi melhor ainda: eles disseram que tanto eu quanto o governado nunca demos nenhum benefício ao grupo e exatamente por isso que eles deixaram de nos ajudar”, afirma. Jayme conta que a JBS fez doação para a campanha de 2010 e que a articulação foi feita por Júnior Friboi.

Defesa política

Jayme Rincón já é tratado por muitos aliados mais próximos a Perillo como pré-candidato a deputado federal. Ele acredita que as citações não trarão desgastes para candidatos da base.

Preocupação de lá

“Estamos absolutamente tranquilos. Quem tem que se preocupar com as delações é a oposição. Não ficou muito claro como eles apareceram nessas citações. Não é nosso caso”, avalia o presidente.

Desembarque possível

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) analisou ontem a crise poítica envolvendo o presidente Michel Temer (PMDB) e teve indicação semelhante à de Marconi Perillo, como destacado aqui ontem. O paulista defendeu que a prioridade devem ser as reformas e a recuperação econômica e apontou que não é contrário ao desembarque do PSDB do governo de Temer. Só pediu paciência ao partido, que se reúne da sexta-feira (9) para debater a posição de apoio ao Planalto. Durante evento da Federação Brasileira de Bancos, Alckmin afirmou ser importante aguardar o julgamento da chapa Dilma-Temer pelo TSE e pediu união e responsabilidade por parte do PSDB ao tomar decisão sobre o tema. “Quem disse que eu sou contra o desembarque? Se você pegar as minhas declarações lá atrás eu disse que o partido deveria apoiar o governo, as medidas de interesse para o país, sem necessariamente participar com ministro”. O governador não foi à reunião do diretório estadual do PSDB para discutir o apoio ao governo Temer na segunda-feira.

Tramitação

Depois do protocolo na última semana, os projetos do pacote de bondades do governo estadual aos servidores da Educação começaram a tramitar ontem, com acompanhamento e comemorações constantes do Sintego.

Escolhidos

Os quatro deputados do G6, titulares da CCJ, assumiram a relatoria das matérias. São eles: Francisco Junior (PSD), Simeyzon Silveira (PSC), Lissauer Vieira (PSB) e Henrique Arantes (PTB).

Imposição

O relator da LDO de 2018, deputado estadual Lissauer Vieira (PSB), antecipa que vai definir no relatório a reserva de R$ 164 milhões no orçamento do Estado para as emendas impositivas dos parlamentares; R$ 4 milhões para cada um.

Porém...

O presidente da Assembleia, José Vitti (PSDB), que é contra as emendas impositivas, percebe possível complicação jurídica, já que o relatório deverá ser votado antes da PEC que torna obrigatório o cumprimento das indicações parlamentares.

Vale tudo

Na tentativa de enfraquecer José Eliton (PSDB) ao governo, a oposição insiste em elogiar publicamente a liderança de José Vitti, apontado por integrantes da base como ‘plano B’. “Seria um, adversário mais difícil”, solta José Nelto (PMDB).

Tá no páreo?

De um governista ao ler declaração de Daniel Vilela (PMDB) afirmando que o governo está escolhendo adversário para 2018: “Já jogou a toalha e aceitou Caiado ou Iris para a disputa”.

Prevenção e combate

Polícias Militar e Civil, além do Corpo de Bombeiros e prefeitura realizam hoje o “Aparecida em Ação”. O evento cultural busca a prevenção às drogas, violência e a “construção de valores”. A rede de Saúde Mental também participa.

Foto: Goiás Agora

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