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Política
Mudanças
11/08/2017 | 14h45
Presidente da Câmara defende reformulação do Estado
Rodrigo Maia também reafirmou que a possibilidade do Congresso votar a reforma da Previdência até setembro é uma missão difícil

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, participou nesta sexta-feira (11) do Centro Cultural da Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio, no painel Desafios para o Brasil: a agenda de reformas e a segurança pública no Rio de Janeiro. Em sua fala, ele defendeu a reformulação do Estado, a partir de uma ampla reforma que permita dar, de maneira equilibrada, condições iguais a todos os brasileiros. Para Maia, o Estado é muito maior do que a capacidade que a sociedade tem de financiá-lo.

Ele também criticou a possibilidade de mudanças na meta fiscal. “Eu fico desconfortável com o aumento da meta [fiscal]. Não é justo para com a sociedade brasileira. O governo já tem um déficit muito grande para não gerar as condições [necessárias] para cumprir esta meta. Nós sabemos que a crise ainda existe, que há queda da arrecadação, mas quando você não cumpre a meta você sinaliza que o endividamento pode crescer, o que pode gerar dificuldades”.

“Infelizmente a gente tem mais de um trilhão [de reais] do orçamento destinado a gastos obrigatórios. Nós temos que discutir esses gastos”, disse ao lamentar o engessamento do Orçamento da União. Maia defendeu a urgência da reforma da Previdência Social, que, segundo ele, é para onde é destinado a maior parte dos recursos do Orçamento. “A Previdência tem que ser reformada, pois é para onde vai a maior parte desses custos. O país terá de promover mudanças”.

Rodrigo Maia disse que após a Câmara rejeitar o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para que o presidente Michel Temer fosse investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva, o maior desafio do governo, a partir de agora, “é reorganizar a base de sustentação para que as reformas possam avançar”.

O presidente da Câmara reafirmou que a possibilidade do Congresso votar a reforma da Previdência até setembro é uma missão difícil. “Nós vamos trabalhar, mas a gente sabe que hoje é difícil e nós não estamos aqui para enganar ninguém. O nosso trabalhar é de ir convencendo o parlamento aos poucos”. 

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